Capítulo 43: Romeo

502 Words
(7 Meses Antes) Fiquei deitado por alguns minutos, absorvendo o toque dos dedos dela no meu couro cabeludo. A exaustão mental começou a dar espaço para uma necessidade diferente. Levantei o rosto do colo dela devagar e encarei os seus olhos escuros. Carmem era realmente linda. Sem dizer uma palavra, aproximei o meu rosto e a beijei. Foi um toque calmo, sem a agressividade habitual das nossas noites. Minhas mãos desceram para a gola do vestido dela. Desabotoei o tecido sem pressa, expondo a pele quente do pescoço e dos ombros. Carmem acompanhou o ritmo. Ela ajudou a deslizar a própria roupa até que a peça caísse no chão ao lado da cama. Em troca, os dedos dela desvendaram os botões da minha camisa. Retiramos as peças uma a uma, em um silêncio compartilhado, até que não houvesse mais nenhuma barreira entre nós. Deitei as costas no colchão e a puxei para cima de mim. Carmem se acomodou sobre o meu quadril, o meu p*u já estava firme entre as suas pernas. A b****a dela me engoliu de forma gradual e cuidadosa, um encaixe que me fez soltar a respiração que eu nem percebia estar segurando. Segurei a sua cintura, sentindo o calor irradiar da pele. Ela começou a cavalgar de frente, as mãos apoiadas no meu peito. Eu sentia cada grama do seu peso afundando contra mim, suas nádegas se amassando contra o meu corpo, um travesseiro perfeito de carne. Aquele atrito servia como uma âncora que me prendia ao momento presente e afastava o caos. A gratidão pelo apoio silencioso dela logo se misturou com a fome de reafirmar a minha própria vitalidade. Segurei os quadris de Carmem e a fiz girar. Ela passou a cavalgar de costas para mim, apoiando os joelhos no colchão. A mudança de ângulo expôs o corpo dela de uma forma que me fascinava. Observei o suor começando a reluzir na pele pálida das suas costas, as nádegas tremendo a cada impacto forte contra a minha pélvis. Sua b****a se esticava e acompanhava o meu cajado a cada saída e entrada, deixando um rastro branco de lubrificação para trás. Ergui um pouco o tronco e desferi um tapa firme na carne dela. O estalo soou alto no quarto e deixou uma marca avermelhada, arrancando um gemido longo dos seus lábios. Aproximei o meu rosto e passei a língua pela curva do pescoço e pela nuca dela. Recolhi o suor salgado, sentindo o sabor cru e real da nossa i********e. A intensidade do sexo aumentou de forma natural. O movimento contínuo e o calor do corpo dela operavam como uma limpeza na minha mente. A burocracia dos advogados e os mandados de busca sumiam. O eco das sirenes em Palermo ficava do lado de fora do palácio. Até o medo de que o meu irmão não conseguisse voltar vivo daquela missão em Messina parecia distante. Ali, entre aquelas quatro paredes, o mundo lá fora não importava. As coisas ainda funcionavam exatamente do jeito que eu determinava.
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