(9 Meses Antes)
A visão de Carmem sobre mim, o corpo pálido subindo e descendo no ritmo exato, alimentava mais do que a minha luxúria. Despertou um instinto violento, uma necessidade física de lembrá-la de quem realmente estava no comando das ações.
Ela estava indo bem demais, confiante demais na própria cavalgada, achando que ditava o tom da madrugada na minha cama.
Ergui a minha mão direita. Sem nenhum aviso prévio, desferi um tapa ardido no rosto dela.
O estalo soou alto no quarto. A força do impacto virou o rosto de Carmem para o lado e interrompeu o movimento dos seus quadris na mesma hora.
A respiração dela falhou no peito. Quando ela voltou o rosto para me encarar, a pele da bochecha estava vermelha, os dedos marcados na claridade da sua face.
Os olhos escuros marejaram no mesmo instante, o brilho da umidade acumulando nos cílios inferiores.
A visão das lágrimas iminentes me causou profunda irritação. Eu repudiava o choro. Repudiava a fraqueza incontida.
Agarrei a cintura estreita dela com as duas mãos, cravando os meus dedos com força na carne macia. Inverti as nossas posições de forma ríspida, girando os nossos corpos pesados sobre o colchão bagunçado.
Prendi Carmem de costas na cama, mantendo o meu p*u afundado dentro dela. Subi sobre o seu corpo e levei a mão direto para o pescoço dela. Apertei a traqueia fina o suficiente para restringir a passagem do ar, forçando-a a focar apenas em mim.
Aproximei o meu rosto, encarando-a bem de perto. A minha respiração batia na sua pele suada.
— Eu te mato se você chorar — avisei.
Para provar o meu ponto e garantir que a minha ordem fosse acatada, levantei a mão livre. Dei outro tapa, desta vez estalando a palma aberta contra o seio pálido dela. A pele clara marcou-se de vermelho instantaneamente sob o impacto ardido.
A reação dela cortou a minha arrogância por um segundo. Por um breve e perturbador instante, ela pareceu outra mulher. Carmem me encarou com um ódio cru, real e palpável, disposta a matar.
Sim, era o olhar frio e assassino que eu já tinha visto dezenas de vezes no rosto de homens sanguinários e atiradores nas ruas de Palermo. Uma fúria contida que prometia o troco na mesma moeda.
Mas eu não parei de f***r a garota por causa de um simples olhar de repúdio.
Continuei a mergulhar na b****a dela com força total, ignorando a fúria em seus olhos. O barulho de carne molhada batendo contra carne dominava o ambiente, ecoando pelas paredes e abafando qualquer outro som no quarto.
A intensidade e a crueza das estocadas constantes quebraram a máscara de ódio. A criada revirou os olhos e aquele vislumbre assassino sumiu. O rostinho belo, sôfrego e submisso retornou ao lugar, entregando-se ao peso do meu corpo e à força do atrito que não perdoava a sua carne.
A mistura exata de dor física, medo de cruzar a minha linha e a submissão empurrou Carmem direto para o abismo do prazer.
Ela segurou o choro a todo custo, engolindo as lágrimas para obedecer à minha ordem enquanto as suas unhas curtas arranhavam o meu braço. Carmem fechou os olhos com força, os músculos internos contraindo ao redor do meu cajado de maneira descontrolada e firme.
Ela teve um orgasmo violento, o corpo inteiro tremendo contra os lençóis escuros, e soltou um gemido agudo que arranhou o fundo da própria garganta.