(8 Meses Antes)
Dei mais vinho a ela. Inclinei a taça de cristal e o líquido espesso transbordou, escorrendo pelo canto da boca dela. O traço avermelhado desceu pelo queixo e traçou um caminho morno pelo pescoço pálido.
Abaixei o rosto, a minha língua seguiu o rastro do Nero d'Avola, limpando a pele dela gota por gota, até terminar com uma sucção leve na curva do seu seio por cima do tecido.
Subi novamente para a boca dela. Nós nos beijamos lentamente. Um beijo longo e sem pressa, como se tivéssemos todo o tempo do mundo e a Cosa Nostra não passasse de uma invenção distante.
Eu adorava esses lapsos isolados com Carmem. Eram os raros minutos em que eu esquecia que a minha cabeça de herdeiro valia milhões e que qualquer inimigo ao sul da Itália adoraria tê-la pendurada.
Levantei do tapete de repente. Puxei a garota pelos braços, a ergui no ar e a joguei no meio da minha cama.
Cega pela venda de seda, Carmem ficou completamente desorientada. Os outros sentidos dela ficaram desesperados, o corpo tateando o colchão sem saber de onde o meu próximo movimento viria.
Segurei a gola do seu vestido simples e puxei com violência. O tecido rasgou no meio. Fiz o mesmo com a calcinha, rompendo a lateral com um puxão seco.
Carmem encolheu o corpo na mesma hora, tentando cobrir a nudez.
— Não me machuque, Signore — ela pediu.
Sorri, observando a submissão assustada.
— Você não dá as ordens aqui.
Passei a língua na palma da minha mão, umedecendo a pele, e desferi um tapa direto na i********e dela. Não foi com força total, apenas o atrito repentino necessário para acender os sentidos dela por completo.
Carmem deu um pulo na cama, arfando de surpresa e de dor. Ela tentou fechar as pernas por reflexo, mas eu segurei os joelhos dela e a abri novamente.
Inclinei a cabeça e a chupei com cuidado, o toque macio servindo quase como uma forma de me redimir da agressão, mas, segundos depois, fechei os dentes e mordisquei a sua b****a. Ela soltou um gemido agudo de dor, os dedos se perdendo nos lençóis.
Subi sobre a cama. Alinhei o meu corpo e comecei a penetração de uma só vez.
Ditei um ritmo intenso. Fui afundando até o talo a cada estocada para deixá-la totalmente louca na linha tênue entre a dor e o prazer. O quadril dela acompanhava o movimento, o canal estreito apertando cada vez mais.
A respiração de Carmem falhou no peito e ela se contraiu, alcançando a borda do clímax.
E foi aí que a verdadeira brincadeira começou.
Quando o espasmo do corpo dela indicou que ela estava prestes a ter o orgasmo, puxei o meu quadril para trás bruscamente. Tirei tudo.
Carmem arfou. Ajoelhei na cama, fora do seu alcance. Ela ficou largada no escuro, o corpo tremendo, vazia e frustrada de um segundo para o outro.
— Peça permissão para gozar — exigi. — Implore para ser tocada, Carmem.
Ela torceu o corpo nu contra os lençóis. Atuando como a submissa perfeita que eu vinha construindo há meses, lágrimas reais umedeceram a base da venda preta.
Ela chorou de frustração pura. Gemeu alto, jogando o rosto de um lado para o outro, e suplicou pelo meu p*u com a voz embargada. Cada imploração que saía da boca dela entregava a mim exatamente o que eu buscava: a dependência absoluta de um corpo sobre o outro.