Capítulo 37: Romeo

579 Words
(8 Meses Antes) Dei mais vinho a ela. Inclinei a taça de cristal e o líquido espesso transbordou, escorrendo pelo canto da boca dela. O traço avermelhado desceu pelo queixo e traçou um caminho morno pelo pescoço pálido. Abaixei o rosto, a minha língua seguiu o rastro do Nero d'Avola, limpando a pele dela gota por gota, até terminar com uma sucção leve na curva do seu seio por cima do tecido. Subi novamente para a boca dela. Nós nos beijamos lentamente. Um beijo longo e sem pressa, como se tivéssemos todo o tempo do mundo e a Cosa Nostra não passasse de uma invenção distante. Eu adorava esses lapsos isolados com Carmem. Eram os raros minutos em que eu esquecia que a minha cabeça de herdeiro valia milhões e que qualquer inimigo ao sul da Itália adoraria tê-la pendurada. Levantei do tapete de repente. Puxei a garota pelos braços, a ergui no ar e a joguei no meio da minha cama. Cega pela venda de seda, Carmem ficou completamente desorientada. Os outros sentidos dela ficaram desesperados, o corpo tateando o colchão sem saber de onde o meu próximo movimento viria. Segurei a gola do seu vestido simples e puxei com violência. O tecido rasgou no meio. Fiz o mesmo com a calcinha, rompendo a lateral com um puxão seco. Carmem encolheu o corpo na mesma hora, tentando cobrir a nudez. — Não me machuque, Signore — ela pediu. Sorri, observando a submissão assustada. — Você não dá as ordens aqui. Passei a língua na palma da minha mão, umedecendo a pele, e desferi um tapa direto na i********e dela. Não foi com força total, apenas o atrito repentino necessário para acender os sentidos dela por completo. Carmem deu um pulo na cama, arfando de surpresa e de dor. Ela tentou fechar as pernas por reflexo, mas eu segurei os joelhos dela e a abri novamente. Inclinei a cabeça e a chupei com cuidado, o toque macio servindo quase como uma forma de me redimir da agressão, mas, segundos depois, fechei os dentes e mordisquei a sua b****a. Ela soltou um gemido agudo de dor, os dedos se perdendo nos lençóis. Subi sobre a cama. Alinhei o meu corpo e comecei a penetração de uma só vez. Ditei um ritmo intenso. Fui afundando até o talo a cada estocada para deixá-la totalmente louca na linha tênue entre a dor e o prazer. O quadril dela acompanhava o movimento, o canal estreito apertando cada vez mais. A respiração de Carmem falhou no peito e ela se contraiu, alcançando a borda do clímax. E foi aí que a verdadeira brincadeira começou. Quando o espasmo do corpo dela indicou que ela estava prestes a ter o orgasmo, puxei o meu quadril para trás bruscamente. Tirei tudo. Carmem arfou. Ajoelhei na cama, fora do seu alcance. Ela ficou largada no escuro, o corpo tremendo, vazia e frustrada de um segundo para o outro. — Peça permissão para gozar — exigi. — Implore para ser tocada, Carmem. Ela torceu o corpo nu contra os lençóis. Atuando como a submissa perfeita que eu vinha construindo há meses, lágrimas reais umedeceram a base da venda preta. Ela chorou de frustração pura. Gemeu alto, jogando o rosto de um lado para o outro, e suplicou pelo meu p*u com a voz embargada. Cada imploração que saía da boca dela entregava a mim exatamente o que eu buscava: a dependência absoluta de um corpo sobre o outro.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD