Gabriel saiu da sala da diretoria com pisadas duras. As crianças e os funcionários que cruzaram seu caminho se afastaram, temendo o olhar fulminante que ele carregava. Não era de mostrar abertamente suas emoções, mas a raiva estava estampada para qualquer um. Ela o havia desafiado, o rejeitado, e ainda por cima o comparado àquele maldïto delegado. Isso era inaceitável. Abriu a porta do escritório da boca com força e se jogou no sofá, acendendo um cïgarro com as mãos tremendo de frustração. O cheiro da fumaça se espalhou, mas não ajudou a acalmá-lo. "Não temos uma relação fixa." Como se ele não lembrasse todo dia que não passava de um reles amante. Não era apenas uma questão de orgulho ferido, era a ideia de que ela, de alguma forma, o colocava no mesmo nível de uma diversão passageira

