Harry iria levar seu filhote a outro médico do qual estava acostumado, o alfa sabia que tinha algo de diferente em seu filho, algo que Dra. Sarah uma beta bem-conceituada em Londres escondia. Styles separou seu dia de sexta para ficar com Noah, o menino todo serelepe amou saber que passaria o dia inteiro com seu papa, Noah sempre foi uma criança agitada e alegre, Harry sabia que ele seria um ômega, diferente dos outros pais alfas a ligação com seu filhote era forte demais.
Chegando no consultório médico, Harry logo foi chamado para entrar, pegou o pequeno envergonhado em seu colo e entrou na sala cumprimentando o médico residente no hospital.
- Então Senhor Styles, qual o problema com o garotão?
- Trouxe Noah aqui para fazer alguns exames de rotina e avaliá-lo.
- Tudo bem, vamos começar? - Dr. Carter um senhor já de idade anunciou se levantando e indo em direção ao pequeno que tentava se esconder nos braços do pai.
- Hey pequeno, qual seu nome? - Ele tentou fazer amizade com Noah para que a criança se soltasse.
- Noah. - Sussurrou em resposta.
- Meu nome é Richard, do que você gosta de brincar?
- Noah gota de boneca.
- Que legal! Por que você não vem aqui comigo ver as que eu tenho, hm?
- Binca?
- Sim, você quer conhecer meus brinquedos?
- Podi papa? - Perguntou a Harry que sorriu acariciando seus cabelos.
- Claro meu amor, papa vai com você ok?
Noah sorriu contente se soltando. Depois de alguns minutos e bastante choro, o médico havia retirado sangue do menino e feito mais alguns exames necessários, sempre procurando falar com a criança para poder avaliá-la.
- Bom senhor Styles os exames foram encaminhados, agora só temos que esperar os resultados.
- Ok, é... Amor, por que você não fica ali no canto da sala brincando enquanto o papa conversa com o doutor?
- Otey. - O menino saiu do colo do pai indo brincar com as bonecas que o pediatra havia disponibilizado para ele.
- Doutor, eu quero tirar uma dúvida que já vem em minha cabeça a um tempo, Noah tem 6 anos e sei que o senhor além de pediatra é psicólogo, então me diga, o que meu filho realmente tem? - O beta bufou tentando achar as palavras certas para dizer ao alfa sem que o maior quisesse matá-lo.
- Senhor Styles, eu reparei que Noah tem personalidade de ômega, sei que as chances dele se mostrar um são enormes, mas... Como posso dizer... O senhor ama seu filho, certo? Seria capaz de rejeitá-lo de alguma maneira?
- Claro que não, quem você acha que eu sou? Eu amo meu filho, luto todos os dias para dar o melhor a ele. - Respondeu bravo pelas perguntas, ele nunca seria capaz de rejeitá-lo.
- Ok ok, olha para dar um resultado melhor precisaria fazer alguns testes, mas é provável que Noah tenha infantilismo. Crianças na idade dele por mais que sejam ômegas, são mais desenvolvidas mentalmente, ele ainda pensa e age como bebê. Bom, gostar de roupas e brinquedos de menina é normal, pois, ômegas são mais delicados e tem hormônios diferente de vocês alfas, ele tem o direito de desejar usar coisas que o deixam mais confortável.
Harry rosnou fraco baixando a cabeça, ele sabia que essa resposta poderia aparecer, andou pesquisando e chegou a essa possibilidade sozinho, olhou para o pequeno brincando sozinho no canto da sala alheio a conversa dos adultos por um tempo e sorriu. Noah era o amor de sua vida, ele sabia que muitos pais não aceitavam seus filhotes quando descobriam isso e entendeu o lado do médico quando fez aquelas perguntas, mas ele nunca seria capaz de rejeitar sua preciosidade.
- Ele gostar de ser chamado no feminino, tem a ver com isso ou pode ser pelo fato de ser ômega? Ele tendo infantilismo tem alguma possibilidade de se mostrar um beta já que esse jeitinho dele pode ser por conta... Como posso chamar?
- O infantilismo é uma psicopatologia, na medicina é a insistência de certas características que, sendo fora do comum, anormal ou patológica, faz com que um adulto mantenha certos caracteres morfológicos, sexuais ou psicológicos característicos de uma criança. Normalmente crianças com medo de crescer, ou adultos que tenham tido algum trauma na infância podem regressar desejando voltar a ter atenção, amor e carinho. Ele é novo então não podemos dar certeza de nada ainda, seja qual for a classe que ele se apresentar, terá o mais importante... Seu amor.
- Mas... Isso pode ser culpa minha? Ele querer ter carinho o tempo todo? Noah desde que nasceu dormia comigo, a alguns meses decidi colocá-lo em seu quarto e ele começou a agir estranho, eu sabia que meu cheiro o acalmava e agora tenho que deixar sempre alguma blusa que contenha meu cheiro com ele para que ele fique com outra pessoa sem que eu precise estar junto.
- Bem, eu não posso afirmar tudo isso ao senhor ainda, ele é muito novo para podermos tirar resultados complexos assim, meu conselho senhor Styles é que se o senhor não se importa com a forma que seu filho seja, ou não se importa em fazer tudo o que o pequeno deseja, continue o tratando da forma que o trata, Noah é uma criança especial e isso sempre será, ele ser assim, ou se mostrar um ômega comum, não fará diferença, a única diferença será o modo que será tratado pelos outros, mas com o senhor ao lado o amando da forma que o ama e eu posso ver isso da forma que o olha já é o suficiente para que Noah seja feliz. Ele tem seu amor, tem seu carinho, por que não esperar mais um tempo para poder ter uma resposta mais conclusiva? Ele ainda é pequeno, gostar de chupeta, fraldas e até mesmo do senhor o tempo todo consigo não irá mudar seu amor irá?
- Não, claro que não. - Respondeu de forma séria, porém sincera.
- Então meu filho, Noah é incrível, é saudável, esperto e eu tenho certeza que tem o amor de muita gente a sua volta, sei que lutou muito para cria-lo sozinho como cria, eu observei vocês hoje e vi que sua ligação com o menino é grande, maior ligação que qualquer alfa pode ter com sua cria, normalmente vejo isso com os ômegas que carregaram os bebês e não os pais que só tiveram contato após o nascimento, isso se dá ao fato de Noah só ter tido você desde que nasceu, ele precisa do seu cheiro porque o único lugar que se sente seguro é com você.
O médico já havia vivido e presenciado muitas coisas, tinha experiência, sabia que nunca em toda sua carreira veria isso novamente, seria uma pena se o alfa desperdiçasse tudo isso, então procurou aconselhá-lo da melhor forma. O comum no mundo era sempre ao contrário, alfas abandonando ômegas grávidos, e ômegas sendo pais ou mães solteiros. Ter um alfa em seu consultório, sendo pai solo era uma novidade e se transformava em raridade ao entender que a conexão de pai e filho era tão forte como a dos dois.
- Ok, obrigado doutor eu volto outro dia para pegar os resultados dos exames e saber de sua saúde.
- Me agradeça fazendo esse menino feliz e o amando como um verdadeiro pai deve amar seu filho.
Styles ainda estava desnorteado, acenou enquanto se levantava indo em direção onde a criança se divertia sozinha, abaixou perto do filho enquanto acariciava seus cabelos.
- Vamos embora amor?
- Maisi Noah ta bincando. - O pequeno fez beiço após a resposta.
- Papa ia te levar no parque amor, você não quer brincar lá?
- Paque? - Perguntou interessado com um sorriso fofo nos lábios.
- Sim, vamos passear agora e depois te levo para comprar mais um brinquedo, você quer? - O menino se levantou rápido pulando para o colo do alfa sorrindo grande.
- Noah que! Noah que!
- Então vamos princesa, papa te ama, sempre vou protegê-la e nunca irei te largar. - Sussurrou a última parte dando um beijo nos cabelos loirinhos do menino e se levantou com ele em seu colo.
- Obrigado novamente doutor, dê tchau ao tio baby.
- Xau - O menino mexeu a mãozinha sorrindo enquanto escondia o rosto no pescoço do pai.
- Tchau! Eu amei brincar com você Noah! - O alfa saiu do consultório ainda aéreo, foi para seu carro onde o motorista o aguardava, colocou o menino em sua cadeirinha suspirando. Como ele protegeria seu pequeno de um mundo tão injusto como esse? Harry amava seu filho mais do que tudo, mas sabia que existiam muitos alfas e até mesmo betas maus que não aceitariam isso quando seu filhote crescesse.
- Vamos ao Heyde Park, Noah precisa de ar fresco e eu esfriar meus pensamentos. - Mandou assim que se arrumou melhor no banco enquanto olhava o pequeno com um ursinho de pelúcia e o dedo na boca.
Durante o caminho Harry pensava nas palavras do médico e encaixava em cada momento que teve com o menino. Como, por exemplo a época de tirar a fralda, ele viveu uma verdadeira luta com a criança. Noah, se mostrava bravo com o alfa por ser obrigado a parar de brincar para ter que usar o banheiro ao invés de fazer como estava acostumado e em alguns momentos ele ainda fazia nas calças. A partir desses pensamentos começou a cogitar a ideia de deixar o filho feliz novamente adotando o método antigo do pequeno fazer suas necessidades, afinal, fazia parte de quem Noah é.
Chegando ao parque viu o dia ensolarado que estava, trocou a roupa do pequeno ainda no carro o deixando mais confortável para que pudesse brincar, pegou a bolsa com as coisas que precisaria do filho e foi em direção a parte que continha alguns brinquedos, comprou um sorvete que o filho estava pedindo depois de fazê-lo prometer que iriam comer algo saudável mais tarde.
Harry ainda pensava nas coisas que ouviu do médico e não conseguia imaginar como as pessoas conseguiam rejeitar suas crias depois que descobriam que eles tinham infantilismo ou qualquer coisa que pudesse diferenciar de um "ato normal" para a sociedade, com os pensamentos longe e de olho no pequeno que corria com outras crianças sorriu, ele sabia que jamais iria renegar Noah ou deixaria de protegê-lo.
Noah corria brincando com as crianças quando viu uma pessoa caminhando um pouco distante de si, sorriu quando reconheceu e correu em direção ao ômega que andava distraído por ali. Harry viu o filho correndo em outra direção que não era a que as crianças estavam e se levantou imediatamente estranhando o comportamento do menino, Noah nunca saiu correndo dos lugares que estava. Quando o menino se agarrou na perna de outra pessoa se assustou e apressou os passos, assim que estava perto deles franziu o cenho confuso, Noah sorria e gritava com a pessoa a sua frente.
- Noah Styles! - O alfa chamou sua atenção com a voz grossa.
O menino agora no colo e o ômega a sua frente se assustaram, assim que olhou direito para homem que estava com seu filho no colo parou.
- Eu conheço você! - O alfa afirmou, estranhando a pessoa a sua frente com seu menino.
- Louis Tomlinson, Prazer. - Estendeu a mão para o cumprimentar e Harry travou no lugar assim que o cheiro do ômega chegou as suas narinas.
O alfa estava paralisado, como seu filho conseguiu encontrar aquele ômega que ele tanto queria? E o pior, o alfa estava enfeitiçado no cheiro de morango que ele tinha, um cheiro tão raro para um ômega, doce mais nada que fosse enjoativo, alguns ômegas tem cheiros de flores, mas os ômegas mais raros são aqueles com cheiro de fruta, difíceis de se encontrar por aí.
- Papa é o Loue! - Noah exclamou feliz no colo do ômega. Harry saiu do transe, piscou e respirou fundo.
- Eu estou vendo baby, agora vem aqui com o papa. - Ele bem que tentou manter a calma, mas a criança não quis colaborar.
- Nom, Noah que Loue!
- Noah Styles eu disse para vir comigo! - Falou mais bravo agora, o menino se encolheu no colo do moreno e antes de descer deixou um beijo na bochecha ômega, o que encadeou a surpresa de ambos os adultos ali.