— Como é que você vê um cachorro e não me vê? — pergunta Felipe, sorrindo.
— Nossa, você deve estar me achando uma maluca — fala, escondendo o rosto nas mãos.
— Imagina. Dizem que de louco e médico todo mundo tem um pouco — comentou, ainda sentado no chão.
A morena dá uma gargalhada que faz o coração de Farias bater um pouco mais forte. Ele não deu muita atenção naquilo, pois achou que fosse a adrenalina de ser atropelado.
O loiro m*l termina o seu raciocínio e já é bombardeado por várias buzinas de carro e motos. Afinal, ele estava sentado, conversando tranquilamente no meio de uma movimentada avenida de Gramado.
— Venha para o meu carro, vou te levar para o hospital — disse a morena, estendendo a mão para o loiro.
— Não, não precisa, eu estou bem! — Respondeu, levantando-se do chão e ouvindo outra buzina.
— Anda logo, ou vão acabar chamando a polícia pra nós.
O loiro explicou à morena que seu carro estava do outro lado da rua e que não havia necessidades para ele ser levado até o hospital. Os dois se despediram e partiram, cada um para lados opostos.
Felipe seguiu em direção ao seu carro, um pouco atordoado, mas aliviado por não ter se machucado gravemente. No caminho, ainda pensava na estranha coincidência de ter encontrado alguém tão cativante no meio daquele caos. A risada dela e o jeito despreocupado com que lidou com a situação deixaram uma impressão marcante.
Enquanto isso, a morena observava Felipe se afastar e, com um último olhar preocupado, entrou em seu carro. Ela esperava que ele estivesse realmente bem e decidiu que, da próxima vez que o visse, iria se certificar de que estava seguro.
Felipe ligou o carro e seguiu seu caminho, mas o pensamento sobre aquele encontro não saía de sua cabeça. A maneira como a morena reagiu e o seu sorriso o intrigava. Ele percebeu que, apesar do susto, aquele momento tinha sido de certa forma, intrigante.
Enquanto isso, a morena, ao dirigir de volta para casa, sentiu uma leve preocupação misturada com curiosidade sobre o loiro. Pensou que talvez o destino tivesse algo a mais reservado para eles, e uma sensação de expectativa pairava no ar.
(...)
Felipe chega no local de trabalho de Sheila e é recebido por uma loira totalmente histérica.
— Aonde você estava? Você disse que viria me buscar mais cedo e não apareceu. Liguei para sua empresa e eles me falaram que você já tinha saído a muito tempo.
— Calma, meu amor. Eu demorei porque estava comprando umas coisas para você e no meio do caminho acabei sendo atropelado — Respondeu, coçando a cabeça.
— Atropelado? Como foi que isso aconteceu? — perguntou, assustada.
— Vamos pra casa, no caminho eu te explico.
Os dois caminham até o carro do loiro enquanto conversam. Sheila estava bastante preocupada com o que havia acontecido, enquanto Felipe, contava tudo com um sorriso nos lábios. O homem abre a porta do automóvel para a esposa entrar, dá a volta no carro e senta no banco do motorista.
— Bom, era para eu te dar flores e chocolate. Mas foi tudo para o ar. — Disse, antes de ligar o carro.
— Não tem problema, meu amor! Tudo o que eu quero é chegar em casa e descansar. Já estou sentindo minha cabeça doer, depois do susto que você me deu.
"É Felipe, pelo visto, o herdeiro vai ficar para amanhã" — Pensou o loiro.
(...)
Ao chegarem em casa, Sheila vai diretamente para o quarto. Sua falta de apetite estava deixando Felipe de cabelos em pé. O loiro se preocupava com a alimentação da esposa. Não que ele fosse o super fã de saladas e comidas saudáveis, mas pelo menos ele se alimentava
O homem estava muito empolgado para essa viagem, mas, m*l sabia ele que aquelas férias mudariam a sua vida!