Isabela narrando Eu nunca tinha me divertido tanto em toda a minha vida. É estranho admitir isso em voz alta, até pra mim mesma, porque sempre achei que diversão vinha acompanhada de culpa, de medo, de alguma coisa dando errado no final. Mas naquela noite não. Naquela noite, tudo parecia leve. Pela primeira vez em muito tempo, eu não estava contando os minutos pra ir embora, nem olhando por cima do ombro esperando alguém estragar tudo. Eu só… vivi. Eu não fazia ideia de que ter amigas era desse jeito. Amigas de verdade. Daquelas que te puxam pra pista quando você quer se esconder num canto, que te defendem sem perguntar detalhes, que te olham nos olhos e realmente querem saber o que você pensa. A Maia e a Gabriela fizeram isso comigo de um jeito tão natural que, às vezes, eu até esquecia

