Maya Narrando Fiquei parada no quarto, esperando o bonito sair do banheiro, tentando com todas as forças não pensar no que meus olhos tinham acabado de ver. Já bastava o dia, a confusão, o cansaço acumulado. Se eu desse corda para minha imaginação naquele momento, sabia que ia perder o pouco de sanidade que ainda restava. Melhor nem pensar. Melhor seguir no automático. Quando ele saiu, enrolado só na toalha, com aquela cara de quem não tinha feito absolutamente nada de errado, respirei fundo e assumi o modo profissional. — Deita na cama — mandei, apontando com a cabeça. Ele obedeceu sem discutir, o que já era um milagre. Aproximei um pouco só o suficiente para examinar as costelas. O local da pancada estava bem vermelho, quente ao toque. Amanhã ia amanhecer roxo, disso eu não tinha dú

