Gabriela Narrando Depois da conversa com o Dom, mandei ele tomar banho e desci pra fazer o almoço. Não tinha como não se envolver, muito menos não sentir. Dom é só uma criança, mas carrega uma dor grande demais pra idade que tem. Uma dor que transborda em raiva, em silêncio, em explosão. E pra completar, o tio não ajuda. Eu sei que o Morte caiu de paraquedas nessa responsabilidade, sei que ninguém ensinou ele a ser pai, mas ele é o adulto. Adulto aprende a lidar. Criança não. Tenho certeza de que, se ele fosse um pouco mais presente, o Dom seria um pouco melhor. Digo pouco porque esse temperamento explosivo eu já percebi que é de família. O Morte é do mesmo jeito. Prova disso foi ele vir pra cima de mim quando eu falei aquelas verdades. Balancei a cabeça, afastando a lembrança da mão de

