Gabriela narrando Acordei com aquela sensação estranha de conforto misturada com um peso bom no corpo. Antes mesmo de abrir os olhos, reconheci o calor. Os braços do Morte estavam firmes ao redor da minha cintura, como se mesmo dormindo ele tivesse medo de me deixar escapar. Respirei fundo, sentindo o cheiro dele impregnado no travesseiro, na minha pele, em tudo. Abri os olhos devagar e virei o rosto só um pouco, o suficiente para ver ele dormindo. O rosto relaxado, tão diferente da expressão dura que ele carregava quase sempre. O maxilar forte, a barba por fazer, o peito subindo e descendo num ritmo calmo. Por um segundo, fiquei ali só observando, tentando gravar aquela imagem na memória. Era estranho pensar que alguém como ele podia parecer tão… tranquilo. Com cuidado, levei a mão at

