Cobra narrando Saí da boca püt.o e mancando. A dor estava latejando no fundo do corpo, não era só no lugar das costelas, era uma dor de orgulho também, dessas que não dá pra comprar remédio. Normalmente, eu ia ver como tava o corre, conferir recolhe, encher o saco de alguém, manter tudo rodando do jeito que sempre foi. Mas agora não. Agora não era mais comigo. Leozinho tava na responsa. Só de pensar nisso meu estômago embrulhava. O moleque… justo ele. Balancei a cabeça tentando afastar o pensamento e segui pra minha casa. Hoje eu não queria ver ninguém. Não queria ouvir rádio chiando, nem n**o me chamando de patrão, nem vapores pedindo ideias. Queria silêncio. Queria deitar. Queria que essa dor sumisse, do corpo e da cabeça. Cheguei em casa, empurrei a porta e entrei sem acender a

