Morte narrando Voltei a resolver minhas paradas assim que o Léo saiu da minha sala, mas não demorou nem cinco minutos pra eu começar a ouvir a gritaria do lado de fora. Voz alterada, xingamento pra todo lado, aquele tom inconfundível de quem já chega causando. Pela voz, não precisei nem pensar muito. Era o arrombado do Cobra. — Sumiu, não fez o recolhe, não atende a porr.a do celular e nem o rádio! E ainda chega na boca causando! — Respirei fundo, larguei o que eu estava fazendo e me levantei devagar. Abri a porta da minha sala com força. — Entra aqui agora — falei seco. Na mesma hora o Leozinho tacou marcha, saiu de perto. O Cobra entrou bolado, com a cara fechada, batendo o pé no chão como criança mimada. — Aí, no papo, eu vou matar esse arrombad.o — ele soltou, andando de um lado

