Gabriela Narrando Consegui dormir um pouco. Não foi um sono leve, turbulento, cheio de imagens soltas, mas ainda assim foi sono. Quando acordei, o corpo estava menos pesado, mesmo que a dor continuasse ali, lembrando que nada tinha sido sonho. Eu ainda estava me espreguiçando na cama quando ouvi baterem na porta. Meu coração acelerou na hora. Levantei com cuidado, ajeitei a roupa amassada e fui até lá. Quando abri, dei de cara com a dra. Maya. Jaleco aberto, roupa simples por baixo, o cabelo preso de qualquer jeito e uma sacola na mão. — Bom dia, Gabriela — ela disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Fiquei parada, tentando entender. — Eu… como você me achou? — perguntei sem conseguir disfarçar a desconfiança. Eu não tinha dito onde morava. Tinha certeza disso . Ela de

