Gabriela Narrando Acordei com o coração acelerado, o peito subindo e descendo rápido demais, como se eu tivesse corrido sem sair do lugar. Um soluço escapou antes que eu conseguisse segurar, e levei a mão à boca, tentando abafar qualquer som. O sonho ainda estava grudado em mim, pesado, vivo, c***l. Sonhei com o melhor e o pior dia da minha vida misturados numa coisa só. No sonho, eu sorria. Sorria de verdade. A mão tremia segurando aquele teste positivo, as pernas fracas, a cabeça cheia de planos que eu nunca tive coragem de fazer antes. Era pra ser alegria. Era pra ser recomeço. Era pra ser a chegada de alguém que eu já amava sem conhecer o rosto. Mas no mesmo sonho, o sorriso virava grito. A casa virava prisão. A voz dele virava faca. A pessoa que devia proteger foi a mesma que arr

