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1344 Words
O LIMITE DA OBEDIÊNCIA O quarto parecia menor, o ar mais pesado, mais difícil de respirar, Olivia estava na cama, o corpo tenso, os dedos agarrando o tecido como se aquilo pudesse protegê-la de alguma coisa que ela sabia que viria. Eros estava diante dela, silencioso, imenso, dominante. Sim ele era tão imponente que parecia dominar qualquer local em que estivesse sem dizer uma palavra, e aquilo assustava Olivia. E então ele começou a se despir, devagar, sem pressa, como se aquilo fosse inevitável, como se já estivesse decidido, ela iria ser tomada. Eros a invadiria intimamente. O coração de Olivia disparou. — Não… A voz saiu baixa, quase inaudível, ela recuou. Instintivo, como um animal encurralado. — Não chega perto… Eros não respondeu, apenas continuou, se aproximando, cada passo era um aviso, cada movimento aumentava o pânico dentro dela. Ele subiu na cama, o colchão cedeu sob o peso dele, Olivia travou, o corpo inteiro endureceu. Seu coração batendo descompassado, mas não sabia se era de medo ou de algo que não sabe explicar, que a presença enorme de Eros lhe causava Embora ela queira se convencer que era pura repulsa, desse homem tão c***l, seu corpo esquentava toda vez que ele estava perto. Era uma inconstância de sentimentos, mas que ela ignoraria a qualquer custo, Eros era mesmonum coração c***l e só queria distancia. Embora estivesse conformada, que ele usaria seu corpo para seu prazer doentio, que ele faria isso apenas para humilhá-la mais, pois sabia que Eros era incapaz de sentir algo por alguem, ainda mais por ela, que é apenas a inimiga a ser usada. — Não… por favor… Ela tenta manter sua mente forte, mas o medo a domina e começa a chorar, sem conseguir controlar, o medo era real, cru, intenso. Eros era realmente grande, e se seu m****o for proporcional ao seu tamanho, ela não ia aguentar. E o pânico a dominava. — Eu não quero… Eros segurou o vestido molhado que ainda estava parcialmente preso ao corpo dela, e puxou sem cuidado. Com impaciência. A visão que ele tinha a frente fez seu corpo tremer como nunca antes, a pele reluzente, ainda molhada, a lingerie que ela estava usando. Os seio naquele sutiã de renda branca e transparente, revelando os m*****s pequenos, duros pelo frio, mas fazia a boca de Eros se encher de agua, uma vontade quase incontrolável de levar sua boca até eles e sentir seu sabor, quase o faz perder o juízo. Desceu os olhos até a cintura fina, o quadril arredondado, a calcinha combinava com o sutiã, transparente, e aquele desenho que se formava entre as pernas, era simplesmente perfeito. Seu p*u ficou duro. Ele nem precisou se estimular como era quase sempre.l, quando ia ter relações. Essa garota o fez ficar duro só de olhar para ela, como pode? O tecido pesado deslizou, frio, deixando a pele arrepiada, ela tentou se cobrir com os braços. Como se pudesse desaparecer. — Para… Mas ele não parou, ele simplesmente olhou para ela, os olhos brilhando de desejo, sim, ele admitia que seu corpo a desejava. Eros desejava a inimiga. — Deita. Ela balançou a cabeça. — Não… A voz dele mudou, mais dura, mais autoritária, com sua impaciência de sempre. — Agora. Deita. Não vou repetir. O corpo dela reagiu antes da mente, ela obedeceu, devagar, tremendo, os olhos fechados com força, esperando. Esperando o pior. O silêncio caiu, pesado, estranho, ela fecha os olhos, não queria ver o ato brutal que lhe esperava. Então… Ela ouviu algo, um som diferente, um leve arrastar, metal, ela abriu os olhos, e viu, a faca, nas mãos dele, o pânico explodiu. — O que você vai fazer?! Ela tentou se cobrir mais, desesperada. — Vai me machucar?! Vai… vai fazer isso enquanto me corta? Vai me esfaquear— — Cala a boca. A voz dele cortou, fria, seca, sem paciência, ele se posicionou de joelhos na cama, diante dela, a faca brilhava sob a luz baixa do quarto. — Seja rápido… por favor… Ela fechou os olhos de novo, o corpo inteiro travado, preparado para a dor, preparado para algo que ela não conseguia nem nomear. E então, um som, um grunhido baixo, mas audível tal a proximidadeque estavam. Ela abriu os olhos, confusa, e viu Eros com uma lâmina pressionada contra a própria mão, e puxando. O sangue surgiu imediatamente, escuro, espesso, vivo, escorrendo pelos dedos dele, pingando, caindo, no lençol. Entre as pernas dela, manchando o tecido branco, ela arregalou os olhos. — O que…? A voz falhou, ela não entendia o porque daquilo, o que Eros estava fazendo? — O que você está fazendo?! Eros continuou, sem hesitar, como se a dor não significasse nada. — Eles precisam acreditar. A voz dele era calma, como se estivesse explicando algo simples. — Achar que você sangrou. Ela ficou imóvel, tentando entender. — Eu sou virgem. — Eu sei, p***a. Ele finalmente olhou para ela. Direto. — Quer que vejam meu sangue… ou quer que eu te f**a? O silêncio caiu, brutal, ela engoliu seco. — Não… A resposta saiu imediata, instintiva, desesperada. — Então fica quieta. O sangue continuava escorrendo, marcando o lençol, criando a prova, a mentira, a proteção. Eros sabia que não era isso que seu pai esperava pela manhã, ele esperava Eros acusando, humilhando Olivia, por não ser intocada, mas… p***a… nem ele sabia o porque estava fazendo isso. Mas não tomaria a garota naquele estado. Até ele tinha seus limites. Olivia fica olhando para Eros, seus olhos fixos nele, porque ele estava falando aquilo. — Não vai me tomar? — Eu vou. — Ele diz tão rápido que ela se assusta — Mas não assim. Olivia engole seco. Então ele só estava adiando o ato, mesmo assim ela sentiu algo aliviar em seu peito. E pela primeira vez… Olivia não viu apenas o monstro, viu algo mais. Algo que ela não sabia nomear, ele poderia ter feito, poderia ter usado a força, opoder, a posição, mas não fez. Escolheu outro caminho, mesmo sendo c***l. Mesmo sendo frio, ainda assim, diferente do que ela esperava, ela começou a chorar de novo, mas agora… Era diferente, confuso, misturado. — Por quê…? A pergunta saiu baixa, quase um sussurro, Eros não respondeu, ele apenas pegou um pano, pressionou a própria mão, controlando o sangue, omo se aquilo fosse nada. — Não tenho que te explicar nada, apenas fique satisfeita por ainda ter sua inocência intocada, mas não acostume-se com isso. As palavras vieram depois, baixas, carregadas. — Entendeu? Ela assentiu, devagar, ainda tremendo, ainda tentando processar, Eros desceu da cama, sem olhar para trás, puxou o lençol manchado, enrolando e guardado consigo. — Dorme. A ordem veio seca, ele caminhou até a porta, mas antes de sair, parou, por um segundo, sem virar. — Não tenta morrer de novo. A voz saiu mais baixa dessa vez, quase imperceptível, e então ele saiu, deixando Olivia sozinha, o coração confuso. E uma nova certeza, o homem que a destruiria, talvez fosse o único que poderia impedir que outros o fizessem. Olivia se levanta, fica confusa, mas ao mesmo tempo grata por Eros não a tocar, ele a deixava confusa, era fácil odiá-lo, ela deveria odiar a pessoa que quer apenas humilhá-la, mas… As vezes não conseguia, por mais que se esforce. Olivia se levanta caminha até o banheiro, inicia o processo da retirada da maquiagem, depois vai tomar um banho. Ao cair da água quente em seu corpo, era quase como uma massagem reconfortante, ela fecha os olhos deixando a água cair. Quando seus olhos são abertos, ela levanta a mão no ar, e olha para a aliança em seu dedo, era feia, pequena, sem nada, ela tem anéis muito mais bonitos, mas aquela argola minúsculo, representava que agora era esposa de Eros, que seu marido apenas quer que ela sofra, que seu pai sofra e nada mais, era o símbolo de uma algema invisível que Eros lhe impos. — Não demora pra me buscar pai. Ela sussurra, cansada, querendo que fundo acabe logo.
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