Conversa de pai para filho

748 Words

Edson Uma semana tinha se passado desde a nossa briga, e eu ainda tentava entender aquela ruivinha. Conclusão: ela era indecifrável. Eu sabia que sentia algo por mim — os olhares dela me entregavam. Nos intervalos, sempre me procurava, ficava inquieta quando me perdia de vista. Já tinha testado isso. Mas, mesmo assim, não se entregava. Precisava mudar aquela situação. Ouvi a porta do quarto abrir. — Filho! Você em casa? — meu pai entrou, tocando minha testa. — Não, não está com febre. Então o que houve? Faz dias que está quieto. Sua mãe e eu estamos preocupados. — Eu tô bem, pai. Só quis ficar em casa um pouco. Ele estreitou os olhos. — A coisa é grave então. Essa doença tem nome? Claro, ele desconfiava. Eu nunca parava em casa, sempre cercado de mulheres, e ele sabia disso. Endirei

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