Durante a semana, providenciei a mudança da Amanda para o meu apartamento, na intenção de deixá-la confortável… e, com sorte, emocionalmente descuidada o suficiente para cometer algum erro. Porque, aparentemente, eu virei detetive da minha própria vida amorosa. Sabia que aquele filho não era meu, só precisava de uma confissão. Quem sabe, com ela morando comigo, eu conseguisse arrancar algo dela — nem que fosse no cansaço, na raiva ou num descuido qualquer. — Finalmente, está fazendo a coisa certa, uma criança merece o pai e a mãe juntos — falou a mãe da Amanda, com aquele tom de quem já estava escolhendo as cortinas da sala. Nem dei audiência. Preferia focar na verdadeira intenção desse “ato nobre”. Porém, Amanda não parecia nem um pouco empolgada com a mudança… o que, convenhamos, era

