Edson Cheguei em casa com o coração atordoado. Não sabia o que fazer… nem por onde começar. Como eu poderia oferecer o amor de um Deus em quem nem acreditava? Ao mesmo tempo em que o desânimo me atingia, uma esperança estranha crescia dentro de mim. Eu tinha consciência de uma coisa: Se eu tivesse o amor desse Deus… eu teria o amor da ruivinha. Só havia um problema. Como conseguir esse amor? Fui até o único lugar da casa onde, talvez, encontrasse alguma resposta. O oratório. Minha mãe o montou quando eu ainda era pequeno. Sempre foi muito devota de Nossa Senhora. Por causa dela, fiz Primeira Comunhão e Crisma… mas, depois disso, nunca mais pisei em uma igreja. Fiquei andando de um lado para o outro diante das imagens, tentando entender como iniciar aquele “diálogo”. Se é que eu ser

