Andréia Voltamos à delegacia. O coronelito ficou mais sério depois que comentei sobre a infância do Edson. Percebi que ele havia trazido de volta os arquivos sobre o acidente da minha mãe e os documentos da família Mendes, pois estavam nas prateleiras em que eu não deveria mais mexer. Será? Eu estava morrendo de vontade de olhar aqueles arquivos, mas o coronelito não saía da sala. — O senhor poderia pegar uma água para mim, por favor? Ele me olhou por cima dos óculos, levantou-se da cadeira e foi em direção à porta. Opa! Essa será a minha oportunidade. O coronelito gritou: — Policial Matos, traga uma água para a senhorita Andréia. Droga! Não deu certo. Ele me entregou a água e ficou me observando. Eu nem estava com sede, mas abri a garrafa e dei um gole. — A sede passou? — perguntou,

