vejo na minha frente a pessoa que menos quero ver, o Nicolas.
cerro os olhos e ele não para de me olhar mas me parece diferente da última vez alguma coisa mudou em seu olhar..
_ o que vc está fazendo aqui?
_ oii Isabel eu estou fazendo um estágio aqui sou acessor do seu pai ele não te contou??
_não!
_ hunn..
um silêncio ecoa entro no elevador sozinha com muita raiva de tudo que está acontecendo me viro e vejo Nicolas em pé na minha frente ele é mais alto do que eu e está vestindo um terno preto o cabelo está penteado pra traz.
_ xau Isabel tenha um ótimo dia! nos vemos no jantar?
_ você vai?
_ vou sim espero te encontrar lá.
não esboço reação o elevador fecha e eu só consigo pensar que não aguento mais isso, tenho q dar um jeito de não ir a esse jantar tô cansada.
O som do elevador se fechando parecia um gongo em meus ouvidos. Eu estava sozinha agora, mas a presença de Nicolas ainda pairava no ar. Sua imagem estava gravada em minha mente - mais alta do que eu, vestindo um terno preto, cabelo penteado para trás. Ele parecia diferente, mas ainda era o mesmo Nicolas que eu conhecia e evitava.
Senti uma onda de raiva me inundar. Como ele ousava aparecer assim, sem aviso, e pior, trabalhando para o meu pai? E como meu pai ousava não me contar sobre isso? Senti um nó na garganta e tive que engolir em seco para não chorar ali mesmo no elevador.
Quando as portas se abriram novamente, saí em um transe. O resto do dia foi um borrão. Eu estava fisicamente presente, mas minha mente estava em outro lugar, presa na imagem de Nicolas e no que isso significava para mim.
A dor de cabeça começou no final do dia, uma dor surda que parecia ecoar meus pensamentos. Eu precisava encontrar uma maneira de evitar o jantar. Eu não podia enfrentar Nicolas novamente, não tão cedo. Mas como eu poderia fazer isso sem levantar suspeitas?
Eu estava cansada, exausta de todo o drama. Eu precisava de um plano, e rápido. Mas por enquanto, a única coisa que eu podia fazer era descansar e tentar aliviar a dor em minha cabeça deito um pouco mas não consigo relaxar
A dor de cabeça continuava a latejar, mas agora eu tinha mais com o que me preocupar. Sentada na beira da minha cama, eu tentava entender o que estava acontecendo. Por que meu pai havia contratado Nicolas? Por que ele não me contou? E então, como um quebra-cabeça se encaixando, a resposta veio.
A empresa. Meu pai sempre foi um homem de negócios, colocando a empresa acima de tudo. E recentemente, as coisas não estavam indo bem. Eu sabia disso. Mas nunca pensei que ele fosse tão longe para salvar a empresa.
Nicolas. Ele era o herdeiro de uma das maiores empresas do país. Se eu e Nicolas nos casássemos, nossas empresas se uniriam. Isso salvaria a empresa do meu pai. Mas a que custo?
Eu senti meu estômago revirar. A ideia de ser empurrada para Nicolas, alguém que eu claramente não queria, era repugnante. Mas eu sabia que meu pai era capaz de fazer isso. Ele já havia provado isso ao contratar Nicolas sem me contar.
O jantar. Agora tudo fazia sentido. O jantar não era apenas um jantar. Era uma armadilha. Meu pai iria me empurrar para Nicolas, na esperança de que eu cedesse e aceitasse o relacionamento para salvar a empresa.
Eu não podia deixar isso acontecer. Eu não podia ser uma peça no jogo do meu pai. Eu tinha que encontrar uma maneira de sair dessa situação. Mas como?Capítulo 4:
Enquanto eu ponderava sobre como escapar dessa armadilha, uma ideia começou a se formar em minha mente. Eu precisava encontrar uma maneira de mostrar ao meu pai que eu não estava disposta a ceder às suas vontades, que eu tinha o direito de escolher minha própria felicidade.
Decidi que, durante o jantar, eu seria sincera e direta com meu pai. Não importava o quão difícil fosse, eu precisava expressar meus sentimentos e deixar claro que não aceitaria ser empurrada para um relacionamento com Nicolas.
Naquela noite, enquanto me arrumava para o jantar, minha mente estava a mil. Eu escolhi um vestido que me fazia sentir confiante e determinada. Eu sabia que enfrentaria uma batalha, mas estava disposta a lutar por minha liberdade.
Quando cheguei ao local do jantar, meus olhos encontraram os de Nicolas. Ele estava lá, com um sorriso no rosto, pronto para desempenhar seu papel nessa farsa. Eu respirei fundo e me preparei para enfrentar meu pai.
Durante o jantar, encontrei momentos oportunos para conversar com meu pai. Com calma e firmeza, expressei meus sentimentos e preocupações. Expliquei que não podia aceitar um relacionamento forçado, que minha felicidade e liberdade eram importantes para mim.
Meu pai ficou surpreso com minha determinação, mas também mostrou sua frustração. Ele tentou argumentar que era uma decisão necessária para salvar a empresa, mas eu não me deixei convencer. Eu sabia que havia outras soluções, outras maneiras de superar os desafios que a empresa enfrentava.
A tensão no jantar era palpável. Meu pai estava furioso com a minha recusa em aceitar o relacionamento com Nicolas. Seus olhos estavam cheios de decepção e raiva, e eu sabia que as consequências seriam graves.
Enquanto os convidados continuavam a conversar e a fingir que nada estava acontecendo, eu sentia um nó se formando em meu estômago. Eu sabia que não poderia viver sob o controle do meu pai, sendo forçada a fazer escolhas que não eram minhas.
Decidi que era hora de tomar uma atitude. Eu não podia mais viver nessa prisão, onde minha felicidade e liberdade eram sacrificadas em nome dos negócios. Eu precisava fugir de casa.
Assim que o jantar terminou, esperei até que todos estivessem ocupados com suas conversas e distrações. Então, discretamente, me afastei da mesa e me dirigi ao meu quarto. Eu sabia que tinha pouco tempo antes que meu pai percebesse o que estava acontecendo.
Com as mãos trêmulas, comecei a empacotar algumas roupas e pertences essenciais em uma pequena mala. Meu coração batia rápido, misturando medo e determinação. Eu sabia que estava prestes a mudar minha vida para sempre.
Enquanto eu terminava de arrumar a mala, ouvi passos se aproximando do meu quarto. Meu coração quase parou. Sabia que meu pai havia descoberto minha fuga. Sem hesitar, peguei a mala e corri em direção à janela.
Com um último olhar para o quarto que sempre foi meu lar, respirei fundo e pulei pela janela para a escuridão da noite. Meus pés tocaram o chão, e eu comecei a correr, deixando para trás tudo o que conhecia.
Eu não tinha um plano claro, apenas a determinação de encontrar minha própria felicidade e liberdade. Sabia que teria que enfrentar muitos desafios e dificuldades, mas estava disposta a lutar por minha independência.
Enquanto eu corria pelas ruas vazias, senti uma mistura de medo e empolgação. Eu estava deixando para trás uma vida que não era minha, em busca de um futuro incerto, mas cheio de possibilidades.