•46• Moon

503 Words
Graças aos deuses o sinal tocou mais rápido do que eu esperava.  Antes de sairmos da sala, Nate ofereceu pra me levar embora e eu aceitei a carona, pois ele havia dito que queria conversar comigo.  Fomos para o estacionamento e entramos em seu carro. Drew e Ananda iriam para o cinema, mas antes levariam o Dom pra casa.  Deixei minha mochila em meus pés e coloquei o cinto de segurança. Nate fez o mesmo, deixando sua mochila no banco de trás e ligando o carro em seguida. - Então... - Apoiou seu braço no meu banco, olhando para trás, tirando o carro da vaga. - Por que você demorou pra voltar? - Respiro fundo, apoiando minha cabeça no banco e saímos do estacionamento.  - É que... A minha mãe me ligou depois do almoço... Ela foi no hospital hoje mais cedo, antes de eu vir pra escola e voltou pra lá mais tarde... A mãe do Drew levou ela... - Digo e olho para a rua pela janela.  Nate fica alguns segundos em silêncio, provavelmente não sabendo o que dizer.  - E o pior é que eu não posso fazer nada pra ajudar, Nate. - O encaro e vejo ele engolir em seco. - Essa é a pior parte de todas... Eu me sinto inútil. - Respiro fundo, voltando a olhar para a rua.  - Olha... - Começa a dizer. - Se quiser, eu posso pedir pros meus pais ajudarem vocês... Eles sempre consideraram bastante vocês duas... - Sorri de lado e eu faço o mesmo.  - Obrigada, Nate... Mas eu acho que não seria o suficiente... Eu aprecio muito a sua ajuda, mas não quero que pareça que eu estou apenas querendo o seu dinheiro... - Ele revira os olhos.  - Cala a boca, eu sei que não é isso. - Sorri e eu solto uma risada nasalada. - Mas eu tô falando sério... Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, pode me pedir, Moon. Eu e meus pais vamos ficar mais que felizes em ajudar. - Sorrio de lado.  - Você tem um coração enorme, Nate... - O encaro, ainda sorrindo. - Eu nem sei como te agradecer por tudo que você fez e continua fazendo por mim...  - Nós somos família, não somos? - Sorri e me encara por alguns segundos, me fazendo sorrir também.  Apesar de não ter conversado muito com Nate, eu amava ficar em sua companhia.  Por mais que eu pudesse pedir ajuda dele e dos pais dele, eu não queria fazer isso, pois eu sabia o tanto de dinheiro que seria preciso e eu não iria pedir por tudo isso... Seguimos caminho conversando sobre algumas coisas aleatórias e assim que paramos em frente de casa, ele disse que me pegaria depois no serviço para me trazer pra casa.  Agradeci pela carona e nos despedimos. Entrei em casa e minha mãe estava na cozinha.  Ficamos ali conversando por algum tempo e ela me contou como foi no hospital, mencionando que estava melhor e tudo o mais.
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