Capítulo 2

1876 Words
Ravi Voltar para São Paulo está sendo um passo muito decisivo na vida do meu pai, mas ainda assim nada apagará o que vivemos no passado aqui nesta cidade e este foi o motivo de nós termos ido embora. Mas não deixei de me comunicar com os meus amigos, principalmente O Bryan, um irmão na verdade que sempre esteve ao meu lado, só ele sabe de tudo o que passei, assim como o seu pai que também é amigo do meu pai, aliás ele que arrumou um emprego para o meu pai numa empresa de engenharia, sim meu pai era um engenheiro, que não exercia a sua profissão a muito tempo, já que no Rio ele só fazia b***s como eletricista. Bom agora cá estamos em São Paulo meu pai trabalhando no que gosta e eu fazendo a minha faculdade de marketing e estagiando na empresa Luminus, que é uma empresa voltada a galeria de artes, empresa está que meu amigo trabalha e futuramente será o CEO, já que a empresa é da sua família. (...) — Boa noite pai, não sei que horas eu volto - me aproximo dele e dou um beijo na testa do meu velho e me despeço dele após jantarmos juntos, afinal somos só nós dois, então tento sempre estar presente nestes momentos —- tem certeza que não que ir pai, a Dna Angela e o sr Roger o convidaram também? —- Não filho, vou organizar as coisas aqui, vê uma série e depois vou me deitar, está semana foi puxado lá na empresa - meu pai vem trabalhando bastante, afinal só agora, depois de anos conseguimos quitar a dívida que aquela mulher nos deixou, mas logo estarei ganhando melhor e darei todo o conforto que meu pai merece. —- Tudo bem pai, a festa também é de criança, deve ser bem chata - Digo ao lembrar que é festa da irmã do Bryan, bom quando sai daqui ela era uma pirralha, e" deve continuar já que está fazendo só 14 anos"- penso. —-- Acho que não, falei com o Roger e a Betina anda deixando meu amigo de cabelos em pé - Bom lembro que a garota era bem mimada e turrona, mas como estou indo por conta dos meus amigos não ligo, nos despedimos e sigo para casa dos Lambertti, a família deles vem conquistado muito espaço no mundo da arte e cultura, tanto que estão para fazer parcerias com a galerias de outros países Chego no condomínio que eles moram e logo vejo as luzes no céu e escuto a música, que parece mais que um. DJ, afinal as músicas são bem alta e estilo balada, estaciono o carro e assim que desço já começo a vê a molecada, alguns garotos que aparentam ser. Mais velhos e outros com cara de nerd, as garotas não são diferentes, mas a maioria são meninas novinhas, bom a festa não é de criança, mas de adolescentes, fase maravilhosa na vida de todos, pena que a minha não tenho lembranças boas. Adentro pelo lindo jardim que tem na casa e paro perto de uma bancada, não avistei meus amigos ainda, Bryan e seu irmão Benício, daqui a pouco escuto o DJ anunciar a chegada da aniversariante, vejo a dona Angela descendo as escadas e se aproxima do sr. Roger que só agora vejo onde está, o Bryan e o Benício estão logo ao lado e aí que meu amigo acena para mim, mas antes que eu vá até eles os cumprimentar uma. Música toca e "p***a" ela faz juz a música. Ludmila : Cheguei Cheguei (cheguei) Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda E que se dane, eu quero mais é que se exploda Porque ninguém vai estragar meu dia Avisa lá, pode falar Que eu cheguei (cheguei) Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda eu tenho dom Se não gosta, senta e chora Hoje eu 'tô afim de incomodar Ela chega chegando mesmo, bagunçando tudo, e me deixando incomodado, como diz a música, ela tá afim de incomodar, porém é a mim que essa garota incomoda quando aparece no meu campo de visão. Detalhe não sei o que acontece, mas não consigo tirar os olhos dela. "Cadê aquela pirralha, que usava óculos e vivia com nariz escorrendo e choramingando para os irmãos " - penso. Pois a pessoa que vejo é uma garota linda, toda cheia de si, e muito, muito gostosa, ela não parece ter só 14 anos, parece ter uns 17 - 18 anos. Estou vidrado nela e enfim ela me nota, não demora e nossos olhares se conectam, assim como eu, ela não consegui desviar os olhos, estou tão hipnotizado que não percebo quando o Bryan se aproxima. —- Minha irmã que me enlouquece só pode, como ela entra na festa com uma música dessa e ainda usando um vestido curto, meu pai já foi mais rígido, aí agora ele tá mole e eu que tenho que ficar de olho nesta garota - diz irritado olhando para irmã, sei bem que o Bryan morre de ciúme dela, então logo me recomponho e encaro o meu amigo - Desculpa cara nem te cumprimentei é que a minha irmã me tira do sério - enfim nos abraçamos e mudamos de assunto já que ela vai cumprimentar as pessoas e a noiva dele se aproxima. Aliás não sei porque meu amigo está querendo colocar a corda no pescoço tão cedo, já que é novo e tem muito o que aproveitar da vida, fora que relacionamento não é nada bom, não traz nada de vantagem, só faz o homem viver abanando o r**o enquanto elas querem mais é que eles se lasquem. "Não adianta para mim mulher e só para me dar prazer e nada mais" - penso. Ele me leva para cumprimento seus pais, o Benício e um amigo deles que se chama Regis. Ficamos ali conversando, mas vira e mexe não sei porque olho para pista e observo aquela garota, ela também me olha algumas vezes mas disfarça enquanto dança com seus amigos, aliás p**a que pariu seu corpo remexe perfeitamente, ela tem ritmo. Vejo que não sou só eu que a olha, tem um garoto que a seca a todo momento. A festa rola até de madrugada. Nós já cantamos parabéns e nesta hora ela usa outro modelo de vestido que a deixa ainda mais gostosa, está menina só pode estar querendo enlouquecer todos os garotos desta festa. Depois ficou a maior parte do tempo na pista de danca, sendo assim nem nos falamos ainda. A festa já está no fim, Bryan já foi levar a noiva embora e seus pais já se recolheram, estamos eu e o Regis, fazendo companhia para o Benício que acabou ficando responsável pelo final da festa. Estamos num canto bebendo uma cerveja quando enfim ela se aproxima e não sei porque, mas sinto meu corpo reagir a esta garota. — E aí gostou da minha festa Be? - pergunta ao irmão para puxar assunto já que me olha e me encara. — Eu adorei, mas você que tem que me dizer afinal ela é sua - Benício faz um carinho na sua cabeça, já que ela está abraçada nele. — Eu amei tudo, obrigado por convencer o papai do DJ sei que era para o próximo ano, afinal ele acha que sou muito nova. - Diz revirando os olhos e isso acaba me estressando" afinal ela é nova e nem deveria estar dançando da forma que dança", - penso —- E não é? - quando dou por mim meu pensamento dia pela a minha boca e pelo olhar raivoso que recebo, percebo que não foi uma boa fazer esta pergunta —- Bom posso até ser, mas te garanto que sou muito mais madura e responsável que muitas da sua idade… - diz colocando a mão na cintura e me analisa —- alias quem é você? - tenho certeza que ela lembrou de mim, afinal não mudei muito, já ela " pura que pariu, mudou e muito" - penso. Percebi que o Regis da um sorriso de lado e isso me emputece, pois pelo visto ela continua birrenta —- Prazer Ravi, já nos conhecemos afinal sou amigo dos seus irmãos a bastante tempo, mas fiquei fora a um período e voltei agora… você era mais nova, uma PIRRALHA, quando saí daqui – digo num tom de deboche, principalmente a palavra pirralha, afinal ela começou com a provocação. Me fuzila com o olhar e acabo dando um sorriso de lado —- A sim, acho que lembro é que pessoas insignificantes não ficam na minha memória - Filha da p**a, dona Angela que me desculpe pelo xingamento, mas está garota esta testando o meu limite, ela não sabe com que está mexendo. Fico sério e agora o Regis gargalha. —- Betina! - Benício a repreende, mas ela o ignora- o DJ já está tocando as últimas músicas, então aproveita - ele muda o foco da conversa —- Sim maninho pode deixar vou aproveitar muito ainda o final da minha festa - se vira e sai rebolando —- c*****o Ravi, tu tá fudido acabou de ganhar uma inimiga e Betina como inimiga não é boa coisa, o melhor é tê - la como. Amiga - Regis diz rindo da minha cara —- Desculpa cara, mas aquela menina, que vivia choramingando e sempre estava quietinha não existe mais, minha irmã está se tornando uma menina forte, determinada e cheia de si, não deixa mais ninguém pisar nela, ele podia ser turrona em.casa, mas na escola era bobinha, mas isso mudou, nem a minha ajuda e do Bryan aceita mais, antes voltava da escola choramingando para nós , agora ela mesma resolve seus problemas, afinal esta idade que crescemos né. - Sei bem porque meu amigo diz isso, afinal a adolescência é a parte que nós nos transformamos, amadurecemos e crescemos. Ficamos ali conversando mais. Um pouco até que vejo a pirralha em forma mulher indo para um lugar mais afastado, logo em seguida vejo um garoto também, o mesmo que não tirava os olhos dela enquanto dançava. Peço licença para Benício e o Regis e digo que vou até o banheiro, então vou até onde a pirralha foi e escuto vozes e estala de beijos, mas o que me incomoda é que o garoto finge não ouvir o que ela pede —- Gustavo calma, você está indo com muita sede ao pote - sinto sua voz tensa mas ela tenta disfarça —- p***a Betina você é muito linda e gostosa estava louco para ficar com você gata - nesta hora aperto os passos, pois ele está passando dos limites, escuto o estala do beijo, mas é rápido, pois ela logo continua se esquivando só o babaca que não percebe. Então ele tenta agarrá-la e isso acontece bem na hora que apareço, meu sangue ferve quando vejo suas mãos agarrados na cintura dela. —- Você não escutou a garota? Larga ela agora p***a. - Falo firme, grosso, logo os dois me olham, e invés de vê um olhar de agradecimento vejo um olhar de Fúria por parte dela, já do garoto vejo medo. Continua
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