Estou em silêncio ainda. Não respondi a sua pergunta. –Vai cara, me responde logo.—torna pedir.–Qual é? Se não me quiser mais é só dizer também. Noto a aflição em sua voz. Mas eu tenho medo de ficar com ele, e sofrer novamente. –Pode não ser diferente.—abaixo a cabeça.–Vai que você não se satisfaça só comigo? Que procure outra mulher na rua? Solto os meus medos. Não é fácil você saber que foi traída, que seu companheiro tem um filho com outra mulher. Se eu ouvisse o meu orgulho eu já estaria bem longe desse morro, bem longe do Rio de Janeiro. –Você quer que eu implode pra que você fique aqui comigo?—Ele diz e pega nas minhas mãos.–Se quiser que eu implore, eu imploro. Suas mãos estão suando frio, tremendo. Ele está desesperado. Ou com medo que eu vá embora e leve as crianças pra l

