Paul chega a Moscou para investigar sobre a vida do doutor Rostock. Será uma semana de investigações e tentativa de diálogo com ele. Paul já tem em mãos tudo o que precisa para começar.
"Então é aqui que é a sede dele", disse ao ver o grande centro de pesquisas laboratoriais secretas.
Ele se dirige à portaria e se identifica como um repórter da agência de notícias norte americana. O intuito de sua visita é "mostrar ao mundo o grande projeto do doutor Rostock".
— Dobroe utro! (Bom dia!)
— Bom dia! Eu só falo inglês. Poderia falar em inglês comigo?
— Ok. — A atendente chamou outra.
— Então, o que deseja?
— Sou Paul Scott, repórter de uma agência norte americana de notícias. Pretendo fazer uma matéria sobre o grande projeto do doutor Rostock.
— Ok. O doutor Rostock tem tempo livre somente amanhã, às 14 horas.
— Está bem. Quero agendar.
— Entrevista agendada.
— Spássiba! (Obrigado!)
— Pajálsta (De nada).
"Ótimo. Amanhã, às 14 horas estarei cara a cara com ele".
Paul foi para o hotel e elaborou as perguntas que faria ao doutor Rostock. Essa era a grande oportunidade dele e não poderia falhar.
Sua namorada ligou, ele atendeu.
— Oi, amor.
— E, aí? Tudo certo?
— Sim. Consegui marcar uma entrevista com o doutor Rostock amanhã, às 14 horas.
— Que maravilha!
— Sim. Vai ser muito bom olhá-lo cara a cara.
— Espero que dê tudo certo. Tome cuidado.
— Pode deixar.
— Quero você inteiro aqui.
— Pra me fazer aquela massagem?
— É uma boa ideia.
O restante do dia de Paul no hotel foi de formulação de perguntas e pesquisas sobre a empresa de Rostock.
Ele pesquisou também sobre um grupo extremista neo soviético. Descobriu que tal grupo costuma se reunir a poucos metros do hotel onde ele está.
Paul desceu para jantar. Pediu strogonoff e um vinho. A música de fundo do restaurante era um polka mais suave.
Terminou de jantar, trocou mais umas mensagens com sua namorada e caminhou em direção à rua onde o grupo se reúne.
Um grande portão de ferro com a inscrição "NK SOVIETS" estava à sua frente. Paul parou por um momento. Um silêncio tomou conta do lugar até que foi quebrado por uma voz rouca.
— Dobra vesher! (Boa noite!)
— Oi, boa noite! Sou americano, estou procurando os integrantes do grupo.
O homem alto respondeu num inglês com sotaque russo:
— Por que procura por eles?
— Acho interessante a formação de grupos assim. Sou repórter de uma agência norte americana. Queria entrevistar algum deles.
— Aguarde um momento.
O homem caminhou até o portão, o abriu e entrou. Conversou em russo com alguém.
Ao sair, fez um gesto para Paul entrar.
Paul entrou e viu um grande local de reunião que mais parecia uma mansão luxuosa. A maioria jovens se reuniam ali.
Uma garota e um rapaz vieram até ele.
— Boa noite! Seja bem-vindo! Qual o seu nome?
— Paul. Paul Scott.
Paul explicou o motivo de estar ali. Disse que queria entender mais sobre o grupo. Conversou cerca de vinte minutos com os dois até chegar ao ponto importante daquela entrevista.
— Vocês conhecem o trabalho do doutor Rostock?
Os jovens se entreolharam. Ficaram surpresos com a pergunta.
— Sabemos que ele é um grande cientista.
— Mas, o grupo de vocês não tem nenhuma ligação com eles?
— Desculpe, mas seu horário com a gente encerrou. Já pode ir embora. — Disse o rapaz, olhando no relógio e encarando Paul com cara de poucos amigos.
— Está bem. Me desculpe o transtorno.
Paul se retirou do local sem a informação que queria, mas sabendo que o NK tem alguma ligação com Rostock.
"Quem não deve, não teme. Aquele grupo tem algo com Rostock e não pode revelar. Mas eu vou descobrir".
O dia seguinte seria intenso. Paul recostou a cabeça sobre o travesseiro e dormiu bastante.
Às 13:50 já estava na portaria. A atendente registrou sua chegada.
— Ok. Pode subir.
Paul entrou num elevador transparente e chegou ao quarto andar. Rostock estava terminando uma palestra, quando sua secretária avisou da entrevista.
Paul aguardou sentado numa confortável poltrona cor de vinho. Ele estava de camisa social azul ciano e calça social azul petróleo, sapato preto.
Então, o doutor Rostock apareceu.
— Boa tarde! Senhor Paul?
— Certo. Boa tarde! É um prazer falar com o doutor.
— Então, o senhor veio dos Estados Unidos para ver o meu projeto?
— Sim. Venho conhecer um pouco mais.
— Ótimo.
Paul fez inúmeras perguntas e anotou as respostas num bloquinho de papel. Por segurança, também estava gravando a conversa.
Paul resolveu, então, fazer uma pergunta mais ousada.
— Soube que seu projeto alcança várias áreas. Qual a relação do seu projeto com o grupo NK?
O semblante de Rostock mudou. Fechou o rosto. Mostrou-se sério e irritado com a pergunta.
— Eu não tenho que te responder isso.
— Como não? E a exploração dos muçulmanos pelo NK e financiada por sua empresa?
— Seguranças!
— E o envolvimento seu na Criméia?
Os seguranças seguraram Paul pelo braço e o levaram para fora.
— Isso não vai ficar assim, Rostock. Você vai ver!
Rostock voltou para o hotel e ouviu o áudio da entrevista diversas vezes. Anotou tudo o que precisava.
Mais tarde, conversou com sua namorada.
— Você precisava ter visto o rosto dele nervoso com as perguntas. Ninguém teria reagido assim se não tivesse envolvimento.
— É algo a se investigar.
— Sim. Ainda não acabou.
— Mas você correu riscos. Não faz mais isso.
— A minha profissão exige correr riscos.
— E se ele tentasse algo contra você?
— Ah, ele não é doido pra isso.
Paul não tem muita coisa a fazer em Moscou. Apenas coletar mais alguns dados sobre o laboratório do doutor Rostock. Ele espera chegar com uma boa matéria a publicar nos Estados Unidos.