O ódio que eu trouxe do morro, a vontade de cobrar o vácuo de sábado, começou a se transformar numa parada doentia, um sentimento que eu não sabia explicar e que me dava uma raiva do c*****o de sentir. Eu não queria mais só cobrar a dívida carnal e sumir na XT; eu queria entender como a farsa dela conseguia ser mais c***l que a minha realidade de chumbo. Tirei meus tênis de marca, largando eles de qualquer jeito no carpete caro do hotel, e joguei a polo preta no canto. Eu estava sentindo o peso da minha própria história vindo à tona, o fantasma do meu passado encontrando o dela no meio da Barra da Tijuca. Me sentei na cama, logo atrás dela, sentindo o cheiro de perfume que exalava da pele dela se misturar com o meu perfume de poder e o cheiro do fumo que eu trazia na roupa. Com uma lentid

