— Não... — soltei um suspiro longo, passando a mão pelo rosto e sentindo o corretivo craquelado e o suor. — Aquele maluco me levou pro hotel, Bárbara. Ele me trancou naquele quarto e eu achei que ia morrer de medo, achei que ia ser o fim... mas caralho... foi tão... — travei, buscando uma palavra que fizesse sentido na minha cabeça de médica. — Foi tão intenso, Babi. Tão sujo, tão animal. Eu nunca senti nada perto daquilo com nenhum daqueles playboys da Barra que a gente costuma sair. Aqueles caras nem sabem o que é uma pegada de verdade. Olhei para ela, que agora estava sentada no braço do sofá, me secando com os olhos, faminta por detalhes, a curiosidade já vencendo o medo da minha surra. — Eu fui para esculachar ele, sabe? Para mostrar que eu mandava, que as regras eram minhas. Mas o

