NARRADO POR: VICTOR "VK" Fiquei ali, escorado na parede de chapisco descascado, acompanhando o balanço daquela raba monumental sumindo no meio do beco, fazendo o sol do meio-dia parecer fraco perto do brilho daquela pele morena. A Maitê Lacerda não era uma mulher, era um evento geológico, uma falha na placa tectônica da minha gestão. Ela passava e o chão tremia, a hierarquia do morro se curvava e o meu juízo pedia arrego, gritando socorro dentro da minha própria cabeça. Mas a marra dela... p***a, a marra dela me deixava no puro veneno, uma mistura de ódio rascante com uma vontade absurda de jogar ela na garupa, subir pro ponto mais alto da favela e mostrar pra ela quem é que manda no horizonte. Ajeitei a Glock na cintura, sentindo o rastro do perfume de baunilha dela ainda impregnado na

