NARRADO POR: VICTOR "VK" A segunda-feira amanheceu com aquele mormaço nojento, um calor que parecia que o asfalto do Alemão ia derreter e virar piche, mas nada queimava mais que o sangue fervendo nas minhas veias. Acordei no puro ódio, com o corpo pedindo uma guerra e a mente fixa num único alvo. A imagem da Maitê me empurrando naquele beco lateral, rindo da minha cara com aquele deboche de luxo e jogando aquela renda preta molhada no meu pescoço, era o combustível que faltava pra eu ligar o motor da minha fúria. Não tinha café, não tinha "bom dia"; hoje o cardápio era cobrança de dívida de honra, e eu não aceito calote de ninguém, muito menos de universitária marrenta. Passei a mão na mesa de cabeceira e peguei aquela calcinha de renda preta. O cheiro dela ainda estava ali, vivo, impreg

