— Vitrinni, é? — Bruno perguntou, o tom de voz descendo pra um oitavo sombrio, apertando o celular com tanta força que eu ouvi o plástico ranger sob os dedos dele. — E esses teus "amigos" de seis anos vão tá tudo lá, né? Te cercando, pagando combo de vodca e querendo encostar a mão no que é meu. — Ai, Bruno, não começa com esse teu ciúme de morro, por favor! — Ela rebateu na hora, já mudando o tom, ficando impaciente, como se ele fosse o errado da história. — São só amigos de profissão, ninguém vai fazer nada demais, é um ambiente civilizado. É uma comemoração de conquista. Eu mereço um descanso depois de tanto estudar e me privar de tudo, não mereço? Amanhã a gente se fala com calma quando eu acordar, tá? Beijo, preciso terminar de passar o batom que o Uber já tá buzinando aqui na porta!

