NARRADO POR: VICTOR "VK" Encostei a BMW bem na porta do bar, o sol da Barra tava de fuder, refletindo naquele vidro fumê e deixando o clima dentro da nave ainda mais pesado. A Maitê já tava no veneno, com a mão na maçaneta, doida pra saltar da nave e fingir que eu era um surto psicótico na vida de dondoca dela. Ela nem me olhou, tá ligado? Tava com aquela marra de quem manda no mundo porque tem um estetoscópio no pescoço e um sobrenome de mármore. — Vou mandar a Bárbara entregar a tua camisa pro Bruno — ela soltou, a voz gelada, tentando manter a pose de intocável, mermo com o pescoço todo marcado pelos meus beijos. — Não precisa se dar ao trabalho de aparecer. Some da minha vida, Victor Hugo. Dei um riso de canto, daqueles que faz a veia do pescoço pular, e travei a porta no automático

