O asfalto da Barra da Tijuca ficou pra trás num rastro de pneu queimado e adrenalina pura, deixando pros canas apenas a fumaça e o ódio de terem perdido os donos da pista. Eu costurava o trânsito da Linha Amarela a mais de 180 por hora, sentindo o motor da BMW blindada rugir como se estivesse com o mesmo ódio que eu. No banco de trás, a Maitê era um furacão de desespero e fúria, mas a cada grito dela, meu p*u dava um solavanco de t***o contra o jeans. Ela batia no vidro, puxava a maçaneta travada e gritava coisas que eu m*l processava, tamanha era a minha obsessão em chegar logo no meu domínio e cobrar cada centímetro daquele deboche. — Vocês são loucos! — ela berrava, a voz falhando, as mãos pequenas esmurrando o banco de couro. — Olha a p***a da confusão que vocês arrumaram! A polícia v

