NARRADO POR: BÁRBARA O domingo na Barra da Tijuca tinha aquele silêncio de condomínio de luxo que, às vezes, chegava a dar uma agonia física, um vazio que parecia gritar nos corredores de mármore. Eu estava largada na minha cama king size, com o ar-condicionado no talo, no 16°C, tentando espantar o mormaço insuportável lá de fora e, principalmente, tentando processar o turbilhão que tinha rolado no Morro do Alemão. Minha mente era um replay constante, em câmera lenta e alta definição, daquela pista do baile, do grave do funk que fazia meu útero vibrar e, acima de tudo, da pegada bruta do Bruno. Eu sou o tipo de mulher que não se assusta fácil. Estudo Medicina, lido com a pressão de anatomia, patologia e com a arrogância desmedida da elite carioca todo santo dia, mas o Bruno... ele foi um

