NARRAÇÃO: MAITÊ O hálito dele era uma mistura perigosa de uísque, fumo e menta, soprando contra a curva do meu pescoço e desarmando qualquer barreira que eu ainda tentava manter de pé. Aquele tom de voz, carregado de uma autoridade escrota que não aceitava "não" como resposta, fazia meu sangue virar labareda. Eu sabia que deveria correr, que deveria gritar pela Bárbara e sumir daquele inferno antes que o sol desse as caras, mas meu corpo agia por conta própria. O absinto tinha matado a neurocirurgiã; agora só restava a Maitê doidona, ignorando todos os protocolos de segurança da mente e focada apenas no volume que eu sentia roçando na minha coxa. — Deu agora pra ficar escutando a conversa dos outros, Victor? Ou devo dizer... VK? — disparei, tentando sustentar a marra enquanto me virava r

