Capitulo 115 Maitê

1919 Words

NARRADO POR: MAITÊ LACERDA O ar-condicionado daquela sala parecia não dar conta do calor nuclear que subia pelo meu corpo, uma mistura de mormaço do Complexo com o resquício daquela pegada bruta que eu tinha acabado de receber. Eu estava sentada atrás daquela mesa de metal, tentando manter a postura de Dra. Lacerda, mas a verdade é que minha mente estava a quilômetros de distância, revivendo cada segundo do Victor me prensando contra aquela porta. Eu sentia minha pele formigar sob o jaleco, e o cheiro dele aquele misto de perfume caro, tabaco e perigo parecia impregnado em cada poro meu. Minha boca ainda estava inchada, e eu tinha certeza de que se alguém olhasse de perto, veria o rastro do dono do morro no meu pescoço. — Próximo — chamei, a voz saindo um pouco mais rouca do que eu gos

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