Capitulo 31 Continuação

1394 Words

Daniel baixou o olhar para as próprias mãos impecáveis, os nós dos dedos brancos de tanto apertar a poltrona. O silêncio dele não era respeito; era a confissão muda da sua covardia crônica. — Eu trabalho como um condenado para te dar tudo isso, Maitê! — Ele subiu o tom pela primeira vez, a voz tremendo de frustração. — Para que você estude na melhor universidade do continente, para que tenha esse conforto que poucos têm no mundo, para que seja uma médica de prestígio, respeitada, para que nunca falte nada na sua mesa! Eu senti o ar fugir dos meus pulmões, mas não foi por asfixia física. Foi por um nojo tão profundo que chegava a ser biológico. Uma gargalhada amarga, histérica e carregada de sofrimento escapou da minha garganta, ecoando pelas paredes brancas, frias e impessoais do meu qua

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