Capítulo 4

3761 Words
Juliana Abriu os olhos e instantaneamente se arrependeu, sua cabeça doía, seus olhos latejavam e sua garganta parecia em chamas. Olhou em volta e não reconheceu onde estava, era um quarto da torre, mas nunca havia entrado nele. Já descartou o de Steve e Natasha, já que as decorações eram diferentes. Passou a mão na cama e viu que estava sozinha. Olhou para a cômoda perto da cama e viu que tinha remédios para dor e um copo d'água, junto com um bilhete: " bom dia, boneca Esses remédios são para sua ressaca. Fique a vontade para usar o banheiro. Tenho toalhas e sabonete na pia, deixei umas roupas separadas para você. Estamos todos na sala, fique a vontade para se juntar a nós. Sargento Barnes" Assim que terminou de ler o bilhete, abriu um sorriso tendo fleshes na noite anterior, do " beijo", de dormir abraçados. Logo ficou com vergonha de si mesma. Só pensava no que aconteceria agora, já que obviamente, não seria tratada igual. Não lembrava de muita coisa do bar, ou de qualquer outro lugar. Apenas do "beijo" e da noite com Barnes. Sabiam que não tinham feito nada, já que estava com a mesma roupa de ontem, e sabe como James é um cavalheiro. Tomou os remédios e foi para o banho, ver se passar a dor de cabeça. Saiu do chuveiro pegou as roupas que estavam perto da cama, vestiu, percebendo que eram todas masculinas e com o cheiro mais agradavel de todos, o cheiro de James. Vestiu a camiseta, que ficou como um mini vestido, e a calça que ficou tão larga que teve que pegar o cadarço de seu tênis como cinto. Prendeu o cabelo de um jeito simples, onde algumas mexas ainda estavam soltas e seguiu em direção a sala. Entrando lá, viu seus amigos no sofá conversando e vendo tv, não viu o James e por um momento, agradeceu mentalmente. Se sentou ao lado de Natasha caindo sobre seu colo. - aí eu sinto minha morte chegando!!! - disse dramaticamente- isso é culpa sua!- apontando pra Natasha- eu juro, quando eu morrer, eu vou puxar seu pé da cama! - hahaha! Não foi minha culpa se você aceitou jogar! - respondeu Natasha rindo. - jogar? Jogar o que? - disse num tom confusa. - não se lembra de nada?! Nadica? Necas?! - disse Natasha num tom surpreso enquanto Sam caia na gargalhada e Steve apenas observava com um sorriso b***a no rosto. - bom, eu lembro de sair para atender o telefone, e depois... Um apagão! O que eu fiz?! - disse Juliana perguntando com um tom de assustada.- Sam eu juro por todos os deuses, se você não parar com essa risada, eu vou aí de bater!!! - disse Juliana ameaçando o Sam, fazendo ele rir ainda mais alto. - GRRRRRRR - enfiou a cara do travesseiro e gritou. Se acalmou e disse - acho melhor eu ir pra casa! - pode ficar pro almoço se quiser, o Bucky está cozinhando! - disse Steve vendo a amiga levantar e ir em direção a porta. - não tudo bem, eu tenho algumas coisas pra resolver, eu mando mensagem depois! Beijos gente!- disse olhando pra Nat e Steve- Tchau insuportável! - disse olhando pro Sam - TCHAU AZULZINHA, CUIDA DESSA RESSACA EIN! - disse Sam recebendo um dedo do meio em resposta. Juliana estava indo em direção a porta digitando em seu celular, quando trombou com alguém. - aí! Me desculpa, eu não vi pra onde eu estava indo! Desculpa!! - disse sem erguer o rosto. - sem problemas, boneca. - disse aquela voz rouca que fez todos os pelos de Juliana se arrepiarem.- já vai indo? - James! Oi! Ah sim eu tenho que resolver umas coisas... Espero não ter atrapalhado sua noite! - disse um pouco constrangida. - não atrapalhou nada... eu espero que possamos repetir...- disse chegando perto de Juliana deixando cada vez menos espaço entre eles.- na verdade, eu gos- foi interrompido pelo toque do celular de Juliana. - aí mil desculpas James, mas eu preciso ir! Sabe como é né... É o chefe! A gente se fala depois? - disse deixando um beijo lento no canto da boca de James e depois saiu com o celular na orelha. Juliana seguiu em direção a sala de Fury, onde foi chama com urgência. Sala do Fury - licença senhor, gostaria de me ver?- disse Juliana após entrar na sala do Fury. - sim, entre e feche a porta. - Nick pegou um pedaço de papel e começou a escrever.- como foi a noite, Dra? - disse enquanto mostrava o papel com a escrita: " Não confie em ninguém, não fale, siga minhas instruções. HYDRA está aqui. " - vocês me pediu para adiantar suas férias, certo? Gostaria de avisar que poderá sair de férias amanhã. - disse Nick escrevendo mais coisa no papel - deixamos seus pacientes encaminhados para seus colegas, todos vão ficar bem.- mostrou o papel: " Vai sair daqui, entrar no carro da Hill e seguir até o aeroporto onde colocaremos você em um esconderijo. Não poderá se comunicar com ninguém. Terá 20 minutos para se despedir de seus colegas, seja discreta. HYDRA está em todo lugar." - claro Nick, muito obrigada! - Juliana saiu da sala e seguiu para os apartamentos onde se despediria de seus amigos. Estava andando no corredor perto da porta, mas sentiu um m*l pressentimento. Apertou o botão do elevador, porém antes do mesmo chegar, sua visão escureceu e... 3 dias depois. Sargento Barnes Já se passaram 3 dias desde que minha Juliana sumiu. 3 dias sem nenhum rastro. Nick Fury também sumiu, estamos sem direção. Steve e Natasha acham que foi um golpe de dentro, Sam disse que não passa de uma coincidência, que Juliana está bem, e foi numa missão com Fury. Mas tenho um m*l pressentimento sobre isso. Depois de muita insistência minha, Steve e Natasha decidiram ir até o apartamento de Juliana, ver se encontram alguma pista. - Natasha, descobriu alguma coisa? Como estava o apartamento dela? - perguntei assim que vi os dois entrarem em casa. - nada. Tudo em ordem. - disse Natasha tirando um pedaço de papel do bolso. - o zelador disse que ela teve um problema de família e foi para o Brasil. - colocou o papel na mesa de forma discreta, apenas para que Sam e eu visse. " Juliana desaparecida, estou a sua procura. SHIELD comprometida, hidra se reergueu. Sigam o protocolo 26987. NF.-" Todos nós nos entreolhamos, sabíamos o que aquilo significava. Todos deveríamos agir naturalmente e se encontrar nos nossos postos, seguindo o protocolo. - tudo bem, que tal pizza para o almoço? Conheço uma ótima! Fica no fim da rua 34. - disse Sam seguindo seu protocolo. - vamos. - dissemos em coro. Pegamos nossas malas de emergência e seguimos para o carro de disfarce. - cadê o carro? - Sam foi o primeiro a falar - HYDRA. Ela sabe. - disse Steve. - vamos com as motos. Seguimos para nossas motos e fomos até a beira da floresta, onde pegamos nossa carona e seguimos até o chalé/mansão de Bruce Baner. Natasha bateu na porta em uma sequência exata. Bruce abriu o suficiente para apenas nós passarmos. - estão atrasados. - disse Nick Fury sentado no sofá com uma xícara de chá. Junto com Tony e clint. - problemas com o carro. - disse Natasha- qual a situação? - r**m. - disse Tony.- comprometeram todos os arquivos, provavelmente estão fazendo isso a muito tempo, passou totalmente despercebido pela F.R.I.D.A.Y... - e o paradeiro da Juliana? - perguntei esperançoso dela estar ali. - ainda desconhecido. Sinto muito Barnes. - disse Nick -...- apenas cerrei os punhos em resposta. Sabia o que aquilo significava. HYDRA estava com a Juliana. - precisamos agir sorrateiramente, provavelmente já sabem sobre o paradeiro de vocês. - disse Nick. - eles foram até a fazenda. Eles estão de olho em nós a meses. - disse Clint.- ainda bem que a Laura conseguiu fugir com as crianças... Eles destruíram tudo Nat... - sinto muito Clint... Mas eles estão mais seguros assim. - disse Nat. - até a hidra acharem eles. Eles tem o endereço de todos nós, inclusive dos nossos esconderijos. Estamos totalmente desprotegidos. - disse clint olhando para seus pés. - não de todos.- disse Stark. - me sigam. Seguimos Stark até uma velha casa num canto da cidade. Quase totalmente abandonada. - aqui era a casa de uma parente da família Stark, ela nunca usou nosso sobrenome, então não está em meus registros da SHIELD. - disse Stark explicando enquanto entramos na casa. - está totalmente abandonada Stark, se começarmos a utilizar ela, vai levantar suspeitas. - disse Bruce. - exatamente, não irmos utilizar ela, iremos utilizar seu sub solo. - Stark apertou um botão escondido em uma moldura do espelho velho, abrindo uma porta com escadas m*l iluminadas. - agora isso parece filme de terror.- disse Natasha - lá em baixo temos saídas para todos os metros da cidade, além de quartos e laboratórios. Costumava vir trabalhar em meus projetos secretos aqui... Mas acabei não levando pra frente. - esclareceu Stark. - bom, isso é tudo o que temos, então, ao trabalho.- disse Nick descendo as escadas. - todas as bases conhecidas da HYDRA estão aqui...- disse tirando um pendrive e colocando sobre a mesa.- o problema é, temos novas bases. Novos experimentos. E não temos conhecimento de nada. - posso rastrear essas antigas bases, pegando o sinal que transmitem e partir uma pra outra, assim saberemos o endereço das novas bases. Mas pode demorar, já que a hidra sabe que fugimos, vão tomar o dobro de cuidado. - disse Bruce. - é o melhor que temos. Ao trabalho!- disse Nick. Enquanto Bruce e Tony trabalhavam, seguimos para nossos quartos. Ainda não acreditava que ela tinha sumido... Sentei na cama olhando a parede em frente, imaginando as coisas horríveis que ela estava passando. - TOC TOC. Posso entrar? - Natasha me tirou de meus pensamentos- olha, eu sei o que está sentindo, mas vamos achar ela. Ela está bem. - disse sentando ao meu lado. Apenas tranquei a mandíbula e cerrei meu punhos. - VOCE NÃO SABE! A HYDRA É UM MONSTRO! ELES TORTURAM SEM PIEDADE NATASHA! ELA PROVAVELMENTE JA ESTA MORTA!- gritei me levantando da cama e andando em direção a porta. - BUCKY!- Natasha tentou me chamar, mas já estava longe demais pra voltar. Não sabia onde iria, mas não vou ficar parado pensando que Juliana está morta. Vou fazer algo. Base da hidra, Alpes chilenos Juliana - ACORDA GRACINHA! - senti um tapa em meu rosto. Abri os olhos e estava rodeada de agentes com armas apontadas para mim, todos com o logo da HYDRA em seus casacos. Não reconheci ninguém, eles falavam russo ou alemão entre si. - onde eu estou?! - perguntei ainda zonza. - ora, está na sua nova casa! Leve ela para sua cela! - disse um homem com o sotaque forte. - NÃO! NÃO!! - me debatia na cadeira, tentei lutar, nas injetaram algo em mim. Senti meus olhos pesarem e meus músculos falharem. Tudo ficou preto. 2 dias depois Acordei em uma maca. Ainda meu zonza olhei para meus braços, amarrados com algo em minha veia, um líquido preto. Olhei para minhas pernas, também amarradas, ouvi a porta abrir, cerrei meus punhos e tentei me libertar, mas foi em vão. - shi shi shi, minha princesa, assim vai acabar se machucando. - disse um homem que não conheço passando a mão em meu rosto - vai pro inferno! - falei e guspi em seu rosto. - nananão, assim você vai acabar se arrependendo, princesa. - limpou minha saliva com um pano.- sabe, você é muito especial... Mas ninguém lhe deu o valor naquele lugar... aqui você será uma deusa, se tornará o que você realmente é... - não vou fazer nada! Vocês vão se arrepender! Nick está me procurando! Ele vai me achar! Eles vão!!! - disse para o homem, que apenas sorriu maléficamente a mim. - tem razão, eles vão te achar...Mas... E se não tiver eles? - disse retóricamente, apertou um botão e apareceu uma televisão na sala onde estávamos. Na imagem uma transmissão ao vivo da torre dos vingadores, em NY.- sabe... foi muito difícil implantar todos os explosivos, mas vai valer a pena...- apertou um botão e a torre começou a explodir. - NÃO!!! PARE!!! POR FAVOR! - gritei em agonia em pensar que todos que eu conhecia estavam mortos. Todos meus amigos, meu James... Todos mortos. - por favor...- disse chorando. - oh minha princesa... Foi melhor assim...- disse se aproximando de mim e limpando minhas lágrimas. - agora, podemos focar só em você... - vai... Vai se fuder! - disse ainda chorando. - não vou fazer nada! - não agora minha princesa, mas logo. PODEM LEVAR- falou se afastando de mim, indo em direção a porta . - O QUE? PRA ONDE?! ONDE ESTÃO ME LEVANDO?! - gritei enquanto os capangas me levavam para uma sala, que parecia ser de algum médico. - O QUE VAO FAZER?! - gritei mas sem resposta. - apliquem o sedativo, isso vai doer. - disse o médico aparecendo ao meu lado. - não doutor, sem sedativo, ela precisa aprender boas maneiras.- respondeu o homem de sotaque forte. - o que vão fazer?! O que é isso?! - perguntei ao médico, que apenas sorriu de canto. - isso minha querida... É a entrada para a sua nova vida. Mas vai doer... Vai doer muito...- disse enquanto aplicava o líquido em mim. Senti a agulha entrando em minha pele, e o líquido saindo dela, queimava. Parecia que estava em chamas. Gritei por ajuda mas meu corpo não reagia, apenas fiquei estatica, sentindo meu corpo pegar fogo, cada respiração era como se estivesse respirando carvão em brasas, senti meu coração acelerar cada bombeada sentida na minha cabeça. Meu cérebro em chamas, fechei os olhos pedindo pra dor passar. Então tudo parou, senti como se flutuasse na água, não respirava. Estava tudo leve e simples. Então eu senti como se cada partícula do meu corpo estivesse mudando, senti as pontas dos dedos formigarem minha cabeça girar. Até que tudo ficou preto, de novo. Acordei num quarto, era sujo com um colchão sobre uma mini mureta, feita de tijolos. O chão era cimento, mas parecia molhado. Não tinha janelas, apenas uma luz forte vindo do teto. Olhei em volta, tinha uma pia e um vaso sanitário. Tudo parecia sujo, como se ninguém cuidasse dali a anos. Senti um ar frio entrando por uma ventilação, não tinha barulho de ar, então supus que dava direto para o mundo lá fora. Olhei em direção a porta, era de metal com apenas uma a******a na parte de baixo, sem maçanetas. Provavelmente, é por onde irei receber comida. Comida, não pensei nisso a dias. Estou a quanto tempo sem comer? Três? Quatro? Cinco?! Cinco dias sem comer! Como não estou sentindo fome? Tentei levantar e ir em direção a pia, mas minhas pernas falharam, e cai de joelho no chão frio. - cuidado pequena, assim vai acabar se machucando. - disse uma voz, que reconheci, era daquele homem do sotaque forte. Procurei a fonte e achei uma caixa de som ao lado de uma câmera, no canto do teto, perto da porta. Apenas mostrei meu dedo do meio em sua direção, ouvindo sua risada. Consegui me levantar e fui em direção ao espelho que havia em cima da pia, me apoiei e ergui meu corpo com toda a minha força, olhei para meu reflexo, não parecendo nada diferente. Até que meus olhos se tornaram negros como a noite mais escura do ano, levei minhas mãos ao meu rosto mas antes que pude toca-lo, vi uma névoa preta saindo de dentro de mim. A névoa passeava pelos meus dedos, senti aquele formigamento nas pontas do dedo, vi que entre a névoa, meus dedos começaram a brilhar. Um brilho de tom azulado. Senti como se flutuasse no ar, até ouvi um alarme, meu quarto ficou vermelho e um gás saiu pela tubulação que eu achava que era de ar. Comecei a ficar zonza e cai no chão, antes de apagar consegui ouvir aquela voz. - você terá tempo para se descobrir, minha névoa n***a. Será mais poderosa que aquela traidora v********a da Wanda. - após isso eu apaguei, mas ainda consegui ouvi alguns murmúrios, indecifráveis. Acordei sem saber quanto tempo eu dormi. Tentei me sentar, mas estava amarrada na cama. Ouvia alguns murmúrios que foram aumentando até se tornar frases nítidas, apesar de ser em uma língua que não conheço. Ouvi eles conversando sobre um jogo, algum tipo de aposta. Começaram a surgir mais vozes em minha mente, mais e mais sugiram até que eu não aguentava mais. Queria silêncio, não conseguia fazer as vozes parar. Agonizei em meios aos pensamentos, todos com diferentes intenções. Não conseguia pensar, não consegui respirar. Gritei em agonia, ouvi as luzes quebrar e seus pedaços caírem sobre mim, vi a névoa me envolvendo de novo, ouvi gritos das pessoas lá fora e silêncio, nada além de silêncio. Me perguntei o que tinha acontecido com todas aquelas vozes. Até que uma em particular apareceu em minha mente. - vejo que descobriu seu novo poder, Névoa n***a. Acaba de matar um andar inteiro apenas com seu grito na mente deles. Parabéns... Estou impressionado... m*l posso esperar para fazermos nossas missões... - disse a voz com o sotaque pesado. - eu não vou fazer merda nenhuma pra vocês! O que fizeram comigo!!! - perguntei para a voz. - ora, apenas abrimos a porta para seu destino.- respondeu. Logo em seguida veio aquele gás, e tudo ficou preto. Sargento Barnes Estava voltando a torre, para pegar mais informações sobre tudo, mas quando estava a apenas uma quadra de distância ouvi um grande estrondo, em seguida de gritos. Olhei para cima e viu a torre caindo em pedaços, como se explodisse de dentro pra fora. Dei meia volta, indo até a antiga casa do Stark, disfarçando meus passos apreçados. - a torre foi explodida. HYDRA a explodiu. Acho que eles acharam que estávamos lá. - disse assim que chegou na sala ontem todos estavam. - como assim a torre explodiu Bucky?! - perguntou Steve. Tony pegou seu telefone e fez um gesto como se estivesse expandindo o tela, logo a pequena tela virou do tamanho de uma tv. Estava passando uma notícia urgente sobre a torre. - filhas da p**a! - disse Tony atraindo atenção de todos- eu tinha ótimos projetos lá!!! - olha a boca Tony! - gritou Steve. - sério?! A torre foi literalmente pros ares e você se incomoda com meu palavrão?! - Tony retrucou. - melhor assim. - Nick se manifestou. - melhor pensarem que estamos mortos. Assim teremos o elemento surpresa ao nosso favor. Bruce, já conseguiu alguma coisa? - não senhor, a segurança da HYDRA é muito mais avançada do que eu e Stark achamos, posso demorar algumas horas. - respondeu Bruce. - não sei se temos algumas horas, ela pode está sendo torturada agora mesmo! - falei para todos - sabemos Bucky, mas Rodrigues é uma excelente agente de campo, por mais que tenha escolhido ficar atrás das mesas, ela é especial. Ela vai sair dessa com vida. - disse Nick firmemente. Apenas respirei fundo e confiei em Nick, ele conhecia ela a mais tempo que eu, então, ele sabe que ela é boa. Só espero que ela não desista da gente. Não desista de mim. Não me esqueça. Fui ao meu quarto e tentei dormir, afinal, estamos acordados direto a mais de dias. Infelizmente, sem ouvir a respiração calma e lenta dela, eu não consigo dormir bem. Meus pesadelos voltaram. E dessa vez, eu tenho certeza que não foi só um pesadelo. "- Soldado, fala sobre a missão! - um homem russo disse olhando para mim - entrar, eliminar todos os obstáculos, pegar os documentos e sair, senhor. - disse como uma máquina - conclua com exito! Parti pra missão, lembro de matar milhares de pessoas, chegar em uma sala, pegar um documento que estava em russo. Lembro vagamente do nome, projeto névoa. Lembro de sair do prédio, desviando os cadáveres, homens, mulheres todos estavam mortos. Todos entraram no caminho do soldado invernal, e morreram." Acordei assustado, ainda ouvindo os gritos pedindo por misericórdia. Mas uma coisa não saia da minha cabeça " projeto névoa" por que isso soa tão familiar? Levantei da cama e segui em direção ao laboratório onde Nick estava. - o que sabe sobre " projeto Névoa"? - perguntei assim que cheguei na sala. - não muita coisa, sargento... Apenas que foi um projeto fracassado da HYDRA, de tentar criar superhumanos. Por que a pergunta? - disse Nick, em tom calmo. - tinha um documento em meu pesadelo, "projeto Névoa", acho que tem alguma coisa haver com o desaparecimento dela... - apontou para uma foto da Juliana que estava no computador de Nick. - como? O projeto foi encerrado, não achavam o tipo sanguíneo compatível com...o soro... - Nick abaixou o tom, virando e procurando algo em seu computador.- talvez tenha razão sargento, acho que eles querem voltar com o projeto. Chame os outros, precisamos ir até Londres. Sai dali e chamei os outros, preparamos para sair, ainda não sabia-mos o porquê, já que Nick pareceu extremamente preocupado na viajem toda. Chegamos em Londres e Nick mostrou onde ficaríamos, mas logo depois ele sumiu. Não nós disse onde iria, apenas que não voltaria hoje. Se passaram 2 dias sem que o Nick dê uma resposta para o que está acontecendo, Bruce já conseguiu entrar na hidra, e estamos planejando um ataque a uma das bases novas. Ela fica no Alaska, num lugar ao extremo norte. Iremos hoje a noite, todos estão com esperança que ela esteja lá, por favor, que ela esteja lá! Não posso perder ela. Não sem dizer o que eu sinto, dizer a ela o quanto a presença dela me acalma, que a voz dela me hipnotiza, como ela é sexy quando está sendo super inteligente, ou quando ela nem ao menos quer ser sexy. Ela é uma mulher maravilhosa, e eu a amo. E não pude dizer a ela o quanto é importante na minha vida, que eu não posso viver sem ela. Não vou poder mostrar a ela o quanto eu a amo, fazer ela se sentir amada do melhor jeito possível. Não pude dizer... E não sei se um dia, vou poder dizer...
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