NENÊ NARRANDO Saí dali com a adrenalina ainda correndo nas veias. O Toninho não foi páreo pra mim. Acabou. E quando digo "acabou", é porque o cara não tem mais volta. Fiz o que tinha que fazer. Era ele ou eu, e aqui, maluco, é sobrevivência pura. Não vou deixar ninguém tentar me passar pra trás. Deixei o corpo dele jogado no canto, e parti direto pra boca. Tinha que ver como as coisas estavam por lá, se alguém tinha ouvido algo, se tava tudo na paz. Cheguei na boca e a rapaziada tava no corre de sempre, Dei uma volta pela boca, chequei o movimento, mas minha cabeça já tava em outro lugar. Preciso buscar a Bela na casa da tia dela. Tô afim de dar um rolê com ela hoje. Subi na minha moto, e fui. O barulho do motor cortando o vento me acalma, me faz esquecer por um momento a correria. Qua

