OHARA NARRANDO Entrei no banheiro, me joguei no chão frio e comecei a chorar como uma desgraçada. Aquelas lágrimas de puro ódio, um ódio que queimava por dentro, corroía minha alma. A imagem dela não saía da minha cabeça, aquela vadïa de cabelo menstruado ainda está viva. Pior do que isso, tava abraçada com ele, com o meu monstro, como se fosse a porr@ de uma boneca quebrada e ele, o herói que veio consertar. Só de pensar, minha visão embaçava e o sangue fervia nas veias. Levantei sem pensar duas vezes e liguei o chuveiro, como se a água quente pudesse lavar toda a raiva que eu sentia, mas não podia. As gotas misturadas com minhas lágrimas escorriam pelo rosto, mas não levavam embora a revolta que crescia no peito. Era como tentar apagar um incêndio jogando gasolina. Depois do banho,

