ISABELA NARRANDO Meu coração começou a disparar, eu que o momento tinha chegado. Fiquei de pé, e o Nenê logo se levantou também, pegando na minha mão, como se quisesse me passar força. Minha tia Erika foi abrir o portão, e eu, a segui, mas quando vi meu pai, congelei no lugar. — Pai, agora sim ferrou — murmurei para mim mesma, sentindo a tensão subir pela espinha. Assim que minha mãe me viu, abriu os braços com um sorriso gigante. Corri para ela, que me envolveu em um abraço apertado, dando beijos no meu rosto e, claro, aqueles tapinhas no bumbumm, reclamando e sorrindo. — Isabela, sua sem vergonha, saiu lá de Pernambuco pra namorar aqui no Rio de Janeiro! — Ri junto com ela, enquanto me apertava ainda mais. Depois, fui abraçar meu pai, que me abençoou com aquele jeito calmo de sempr

