CABEÇA NARRANDO Assim que recebi a mensagem do Monstro, não pensei duas vezes, subi na moto e fui direto pro galpão. O vento batia na cara, e o barulho do motor só aumentava minha tensão. Cheguei lá rápido, joguei a moto de lado, e fui direto pra salinha. Já sabia o que ia encontrar, mas precisava ver com meus próprios olhos. Quando abri a porta, a Kaline tava amarrada na cadeira, olhos arregalados de pavor. Assim que me viu, começou a gritar, pedindo pra eu ajudar. — Sandro, pelo amor de Deus, me tira daqui! Eu não fiz nada de errado, você sabe disso! Olhei bem pra cara dela, demorei um pouco, porque queria que ela entendesse o que eu ia falar. — Kaline, não tem nada que eu possa fazer por você. Tu se meteu num bagulho que não era pra você. Isso não é sua treta. Ela arregalou aind

