NENÊ NARRANDO Tava tudo um caos, mas eu tinha que manter a cabeça no lugar. Depois de tudo, a primeira parada foi na boca, no meu escritório. Aquele canto já viu muita coisa, mas dessa vez, o sangue da Eliene manchava até minha alma. Entrei ali e fui direto pro banheiro. O espelho devolveu o reflexo da Fera que eu sou, independente de beber sangue ou não, sempre serei o Monstro, o Terror dos inimigos. Tava com o rosto duro, sujo, e o cheiro metálico do sangue impregnava nas roupas. Tirei a camisa, o cheiro forte subindo pelas narinas, me embrulhando o estômago. Era o sangue dela, um sangue nojento, pegajoso, que parecia grudar na pele como se quisesse me lembrar o que eu tinha feito. Fiz e não me arrependo. Fechei os olhos por um segundo, respirei fundo e liguei a torneira. A água gelad

