Capítulo 118

1114 Words

NENÊ NARRANDO A Ruivinha me chamou pra trocar uma ideia, e eu já sabia que vinha perreco. Quando ela puxa papo desse jeito, não é à toa. Antes de tudo, acendi meu beck, porque, na moral, se é pra encarar treta, melhor já tá na paz. Subimos pra varanda do nosso quarto. Dei a primeira tragada enquanto ela me encarava daquele jeito que só ela faz, como se quisesse ler a minha alma. Mas o que ela não sabe, ou finge não saber, é que dentro de mim só tem treva e escuridão. Isabela é um Anjo, mano, meu Anjo, a luz que eu não mereço, mas que tenho. E por isso mesmo eu já dei o papo: não quero que ela conheça meu lado sombrio, só quero que ela veja o nenê, o cara que tenta ser melhor por ela. O monstro? Esse fica guardado, bem lá no fundo. Ela tava ali, sentada na minha frente, me olhando com aq

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