NENÊ NARRANDO Eu saí daquele bar com a Isabela de mãos dadas, sem olhar pra trás, sem me importar com ninguém ao redor. O clima tava pesado, dava pra sentir que a galera ainda tava na vibe da confusão, mas aquilo ali era detalhe. Depois resolvo isso, pensei. Agora só queria levar minha mulher pra casa, o resto que se dane. Chegando na nossa goma, nem perdi tempo. Joguei as chaves na mesa e puxei Isabela pro meu colo. Aquele perfume dela, doce e suave, sempre me derrubava, sempre foi meu ponto fraco. Eu tava com a cabeça cheia, ainda com a adrenalina lá no alto, mas com ela ali, tudo começava a acalmar, parecia que o Monstro dentro de mim ia ficando mais tranquilo. — Você tá bem? — ela perguntou, passando a mão no meu rosto com carinho. Balancei a cabeça, sem conseguir disfarçar a tens

