ISABELA NARRANDO Assim que chegamos na casa do Nenê, ele segurou minha mão e perguntou o que estava acontecendo. Tentei disfarçar, mas ele percebeu que eu estava nervosa, então falei sobre a minha mãe. Ele disse que vai falar com ela, com meu pai, e com quem for preciso. Mostrei um sorriso, me senti mais aliviada, mas ainda não sei se é uma boa ideia ele falar com a minha mãe. Nenê, comigo a sós, é totalmente diferente; ele conversa, sorri, é carinhoso. Na rua, com as pessoas, ele é frio, sempre sério, sem contar que a ignorância chega ao nível hard. Tenho medo que ele perca a paciência com a minha mãe ou vice-versa, e acabe piorando a situação, mas não custa tentar. Tomamos banho. Eu estou amando essa conexão que a gente está criando. Tirei o curativo dele e achei melhor deixar sem a

