CABEÇA NARRANDO Tava difícil segurar a raiva que queimava dentro de mim. Acelerei a moto como se estivesse fugindo dos meus próprios pensamentos, mas na real, tava era correndo pra bater de frente e derrubar o merda do Joel. O motor roncava alto. Quando cheguei na sorveteria, nem pensei duas vezes. Pulei da moto com o sangue fervendo, já berrando o nome do desgraçado. — Joel! Cadê tu, seu filho da püta?! — Minha voz ecoou pelo lugar, e a galera que tava ali começou a se agitar. Sabiam que não ia dar boa coisa, mas ninguém ousava meter a mão onde não era chamado. Já tirei a pistola da cintura, sentindo o peso dela na minha mão, como se aquilo fosse a única coisa que podia resolver a situação. De repente, o Joel saiu de dentro, com aquela cara de otárïo que me tirou do sério. Ele veio

