ISABELA NARRANDO Quando a moto parou na frente da casa do nenê, eu já não conseguia mais segurar a angústia. Desci correndo, quase tropeçando nos meus próprios pés, com os olhos ardendo de tanta lágrima que eu segurava. A cada passo, o aperto no meu peito só aumentava, como se uma mão invisível estivesse me sufocando. Não conseguia pensar direito, só sentia o desespero crescendo dentro de mim, uma mistura de medo e tristeza que me dominava por completo. Assim que entrei na casa, não falei com ninguém. Fui direto para o quarto dele, Fechei a porta atrás de mim, como se quisesse me isolar do mundo, e corri para o espelho. Olhei meu reflexo por um segundo, mas não consegui mais me segurar. Desabei. Sentei no chão frio do banheiro, abracei minhas pernas e chorei como há muito tempo não chor

