capítulo 102 - Nenê

1373 Words

NENÊ NARRANDO Assim que o portão se fechou, me encostei na grade da varanda, tentando processar essa merda toda. O vento batia gelado na cara, mas dentro de mim o sangue fervia, misturando ódio e vingança. Pörra, como que as coisas chegaram nesse ponto? Só queria viver de boa, na minha quebrada, mas parece que o capeta sempre cutuca o cü de um infeliz pra me testar. Puxei o celular do bolso, os dedos trêmulos de raiva, e disquei o número do Cão de Raça. Não demorou nada pra ele atender. "Fala, Monstro. Tô sabendo da parada de hoje" a voz dele veio fria e calculista, como sempre. O Cão sempre foi um cara de poucas palavras, mas quando falava, a gente sabia que era pra valer. "E aí, Cão. Seguinte, meu carro tá preso na delegacia, mano. Já tô marcado nessa porr@ aí, e não posso ficar

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