OHARA NARRANDO Chegamos no barraco arrasadas, o caos e o desespero estampados em nossos rostos. Minha mãe estava tão machucada que mäl conseguia levantar o braço. Seus dedos estavam em carne viva, e o sangue ressecado nas mãos me fazia querer gritar. Mas de Ódio. A boca dela estava fechada, sem forças para abrir, e a minha língua parecia estar em chamas, cada movimento era um tormento. Eu não sabia se chorava mais por ela ou por mim, mas o que eu sentia dentro de mim era um ódio tão intenso que parecia que estava queimando meu peito por dentro. Fui até a porta, com as mãos tremendo e a cabeça cheia de uma raiva sem limites. Tentei abrir a porta com uma força que não sabia que tinha, porque minha mãe estava quase desmaiada, apoiada em mim, e eu precisava fazer isso por ela. Quando entrei

