ISABELA NARRANDO Quando ouvi aquela voz rouca me chamando de “anjo”, meu coração disparou como se tivesse sido atingido por uma corrente elétrica. Meus olhos se abriram de repente, e lá estava ele, me observando com um olhar tão intenso que quase me perdi ali. A sala, que antes parecia um lugar comum, agora estava carregada de uma química diferente, quase palpável, como se algo invisível e poderoso estivesse nos conectando. Senti minha respiração ficar pesada, e meu peito subia e descia com um ritmo descompassado. Não era só a presença dele que mexia comigo; era a forma como ele me olhava, como se eu fosse a única coisa no mundo que importava naquele momento. Nenê se mexeu um pouco, quebrando o silêncio que parecia eterno. Olhou para o braço onde eu tinha aplicado o soro e a medicação

