ISABELA NARRANDO O Toninho apareceu na porta do quarto do Nenê. Ele ficou uma fera, falou de um jeito que me assustou, e mais tarde se retratou, pedindo que eu não tivesse medo dele. Na verdade, eu tenho um pouco de medo, mas algo dentro de mim diz que ele não seria capaz de me fazer mäl. Eu não sei qual é o segredo que ele guarda, mas dá para ver que ele está muito ferido e machucado. Não estou falando fisicamente, e sim o coração e a alma. A frieza em seu olhar o condena. Ele saiu andando e eu fui atrás. O Nenê passou o braço pelos meus ombros, queria apoiá-lo ao máximo. Vou servir de muleta; ele deve ter quase dois metros de altura. Descemos as escadas devagar, e assim que chegamos na sala, o curativo já estava manchado de sangue, o que me deixou preocupada. Mesmo assim, ele foi fal

